TEMÁTICA


“Uma boa teoria deve satisfazer a dois requisitos: Precisa descrever com precisão um número razoável de observações, com base em um modelo que contenha poucos elementos arbitrários; e deve prever com boa margem de definição resultados de observações futuras. Qualquer teoria é sempre provisória, no sentido de que é apenas uma hipótese, você nunca poderá prová-la em definitivo. Não importa quantas vezes os resultados das experiências estejam de acordo com algumas teorias, não se pode ter certeza de que a próxima vez o resultado não irá contradizê-las. Por outro lado, você pode refutar uma teoria por encontrar uma única observação que não concorde com as suas previsões”

Stephen Hawking (Uma Breve História do Tempo)

As informações aqui contidas não têm caráter de aconselhamento e muito menos de diagnóstico.

Consulte sempre um profissional da saúde.

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22 de jul. de 2012

O início do fim da aids


A pílula capaz de prevenir a infecção pelo HIV e outras conquistas que justificam o otimismo na luta contra a doença 
CRISTIANE SEGATTO (TEXTO),
MARCO VERGOTTI, RODRIGO FORTES E GERARDO RODRIGUEZ (GRÁFICO)

 Avanços notáveis na compreensão e no combate ao HIV sugerem que o mundo pode estar vivendo o início do fim da aids. É o que afirma um artigo publicado na semana passada no The New England Journal of Medicine. Depois da primeira evidência de eficácia de uma vacina experimental, anunciada em 2009, surgiram outros indícios de que a doença pode se tornar controlável como nunca. A agência americana que regula medicamentos (FDA) aprovou a primeira pílula capaz de evitar que pessoas saudáveis adquiram o vírus. Nos estudos realizados, a redução no risco de infecção variou de 42% a 73%. A pílula Truvada é composta de duas substâncias já usadas para tratar os doentes. O governo brasileiro não pretende oferecê-la para uso geral por duas razões: o custo (cerca de R$ 20 mil por ano) e a convicção de que estimular o uso da camisinha é a forma mais inteligente de evitar a aids e outras doenças sexualmente transmissíveis. Outra vitória contra a doença é a redução no número de mortes. Segundo a Unaids, um braço da ONU, elas caíram 24% entre 2005 e 2011. A razão é a ampliação do acesso ao tratamento

COMO FUNCIONA O MEDICAMENTO








21 de fev. de 2011

Sintomas e fases da aids

Sintomas e fases da aids

Quando ocorre a infecção pelo vírus causador da aids, o sistema imunológico começa a ser atacado. E é na primeira fase, chamada de infecção aguda, que ocorre a incubação do HIV - tempo da exposição ao vírus até o surgimento dos primeiros sinais da doença. Esse período varia de 3 a 6 semanas. E o organismo leva de 8 a 12 semanas após a infecção para produzir anticorpos anti-HIV. Os primeiros sintomas são muito parecidos com os de uma gripe, como febre e mal-estar. Por isso, a maioria dos casos passa despercebido.

A próxima fase é marcada pela forte interação entre as células de defesa e as constantes e rápidas mutações do vírus. Mas que não enfraquece o organismo o suficiente para permitir novas doenças, pois os vírus amadurecem e morrem de forma equilibrada. Esse período, que pode durar muitos anos, é chamado de assintomático.
Com o frequente ataque, as células de defesa começam a funcionar com menos eficiência até serem destruídas. O organismo fica cada vez mais fraco e vulnerável a infecções comuns. A fase sintomática inicial é caracterizada pela alta redução dos linfócitos T CD4 - glóbulos brancos do sistema imunológico - que chegam a ficar abaixo de 200 unidades por mm³ de sangue. Em adultos saudáveis, esse valor varia entre 800 a 1.200 unidades. Os sintomas mais comuns são: febre, diarreia, suores noturnos e emagrecimento.
A baixa imunidade permite o aparecimento de doenças oportunistas, que recebem esse nome por se aproveitarem da fraqueza do organismo. Com isso, atinge-se o estágio mais avançado da doença, a aids. Quem chega a essa fase, por não saber ou não seguir o tratamento indicado pelos médicos, pode sofrer de hepatites virais, tuberculose, pneumonia, toxoplasmose e alguns tipos de câncer. Por isso, sempre que você transar sem camisinha ou passar por alguma outra situação de risco, faça o teste!
Fonte: aids.gov.br

8 de jan. de 2011

Risco de contrair o vírus HIV em uma transfusão de sangue é 20 vezes maior no Brasil do que nos Estados Unidos


Risco de contrair o vírus HIV em uma transfusão de sangue é 20 vezes maior no Brasil do que nos Estados Unidos

Uma em cada 100.000 bolsas de sangue do país pode estar contaminada

HIV célula infecção
Em 2006, uma em cada 60 mil bolsas de sangue estava contaminada pelo HIV (Getty Images)
Uma pesquisa feita em três hemocentros brasileiros no período entre 2007 e 2008 indica que o risco de contrair HIV em transfusões de sangue no Brasil é 20 vezes maior do que nos Estados Unidos. O trabalho, feito por estimativa, calcula que 1 em cada 100 mil bolsas de sangue do país pode estar contaminada pelo vírus causador da Aids. Nos EUA, a relação é de 1 para cada 2 milhões de bolsas.
Embora muito mais elevados do que norte-americanos e de alguns países europeus, os índices brasileiros melhoraram. Versão anterior da pesquisa, de 2006, indicava que 1 em cada 60 mil bolsas poderia estar contaminada pelo HIV. "Precisamos avançar na segurança. Mas não há dúvida de que muito já foi feito", afirma a coordenadora do trabalho, Ester Sabino, da Fundação Pró-Sangue de São Paulo. Com números atuais, entre 30 e 60 pessoas por ano podem ser contaminadas por sangue doado. Na versão de 2006, a estimativa era de que entre 50 e 100 pessoas pudessem se infectar.
Financiado pelo Instituto Nacional de Saúde dos EUA (NIH, em inglês), o estudo coordenado por Ester foi feito a partir da análise de bolsas de sangue coletadas nos hemocentros de São Paulo, Minas e Pernambuco. Durante a apresentação do trabalho, em Congresso da Associação Americana de Bancos de Sangue, Ester classificou como "alto" o risco residual para HIV durante transfusões no Brasil.
Segurança - Uma das alternativas para melhorar a segurança é a introdução de rotina do uso de um teste batizado de NAT, que identifica traços do vírus no sangue e não de anticorpos, como exames tradicionais. Ester calcula que, com o início do exame, o risco de infecção por HIV passaria de 1 a cada 100 mil para 1 em cada 250 mil. "O exame, sozinho, não basta", diz.
O coordenador da Política de Sangue e Hemoderivados do Ministério da Saúde, Guilherme Genovez, afirmou que até o início do segundo semestre estarão em funcionamento pelo menos oito plataformas para realização de exames NAT. Mas Genovez contesta os índices apresentados no trabalho: "Eles estão mais para um oráculo. Foram feitos por estatística, não podem ser considerados fato." Genovez cita um levantamento feito em 130 mil bolsas de sangue coletadas em hemocentros de Santa Catarina, São Paulo, Rio e Pernambuco, no qual o vírus não foi identificado em nenhuma amostra.
(Com Agência Estado)

13 de mai. de 2010

PLAISIR/PRAZER: CUIDADOS ESSENCIAIS

12 de nov. de 2009

PESQUISA MOSTRA QUE UM EM CADA DOIS EUROPEUS TÊM AIDS E NÃO SABE


Médico aponta que 1 em cada 2 europeus que têm Aids não sabe disso.
Na Europa Ocidental, 30% não sabem que são portadores. No leste do continente, índice pode ser de até 70%.

Um em cada dois cidadãos europeus portadores do vírus HIV não sabe que tem aids, mas "presumimos que o número seja até maior", disse nesta quarta-feira (11) o médico alemão Jürgen Rockstroh durante uma conferência sobre Aids, realizada em Colônia, no oeste da Alemanha.

Diante de 4 mil especialistas de todo o continente, Rockstroh afirmou que 30% de infectados na Europa Ocidental não sabem que são portadores do vírus HIV, mas que esse número sobe para 70% no leste do continente.

"Presumimos que o número seja até maior"
Frequentemente o diagnóstico não é determinado até que a Aids se manifeste, o que dificulta um tratamento satisfatório e aumenta consideravelmente o risco de morte, disse o professor do Hospital Universitário de Bonn.

"Também há mortes por Aids hoje, e também na Alemanha, e, sobretudo, naqueles que acodem ao médico tarde, naqueles que recebem seu diagnóstico quando já sofrem falhas em seus órgãos vitais", explicou Rockstroh, que presidiu a conferência.

Durante a reunião, que se estenderá por quatro dias, os especialistas de todo o continente discutirão as medidas para reduzir a mortalidade, com novas campanhas de análise, diagnóstico cedo e melhor acesso aos tratamentos.

Também tratarão a busca de uma vacina para combater o vírus, processo que ainda pode durar alguns anos, segundo explicou a Nobel de Medicina francesa Françoise Barré-Sinoussi, que comentou que os últimos experimentos realizados nos Estados Unidos e na Tailândia não são nada além de "um bom sinal".

O anfitrião da reunião expressou sua preocupação principalmente pela situação nos países do leste europeu, especialmente na Rússia, onde calcula-se haver pelo menos um milhão de infectados e que a grande maioria deles não sabe que são portadores da doença.

Da EFE