TEMÁTICA


“Uma boa teoria deve satisfazer a dois requisitos: Precisa descrever com precisão um número razoável de observações, com base em um modelo que contenha poucos elementos arbitrários; e deve prever com boa margem de definição resultados de observações futuras. Qualquer teoria é sempre provisória, no sentido de que é apenas uma hipótese, você nunca poderá prová-la em definitivo. Não importa quantas vezes os resultados das experiências estejam de acordo com algumas teorias, não se pode ter certeza de que a próxima vez o resultado não irá contradizê-las. Por outro lado, você pode refutar uma teoria por encontrar uma única observação que não concorde com as suas previsões”

Stephen Hawking (Uma Breve História do Tempo)

As informações aqui contidas não têm caráter de aconselhamento e muito menos de diagnóstico.

Consulte sempre um profissional da saúde.

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19 de ago. de 2016

Pessoas muito inteligentes têm poucos amigos

Psicólogos explicam por que pessoas muito inteligentes têm poucos amigos

É óbvio que ter amigos é algo necessário, e que a interação com outras pessoas tem muitas vantagens. Alguns cientistas resolveram responder à pergunta: é realmente preciso ter amigos para ser feliz e estar plenamente satisfeito com a vida? Para isso, foi realizada uma pesquisa, da qual participaram 15 mil pessoas com idades entre 18 e 28 anos, moradores de áreas com densidades populacionais distintas e acostumadas a se comunicar frequentemente com os amigos.
Uma revista britânica de Psicologia publicou resultados que surpreenderam a nós, do Incrível.club, e que podem ajudar no autoconhecimento de qualquer pessoa.

Três conclusões principais da pesquisa

Os psicólogos evolutivos Satoshi Kanazawa, da Escola de Economia e Ciência Política de Londres, e Norman Lee, da Universidade de Gerenciamento de Singapura (SMU), após a análise dos resultados do estudo chegaram às seguintes conclusões:
  • Em primeiro lugar, as pessoas que moram em locais de alta densidade populacional, de forma geral, se sentem menos felizes.
  • Em segundo lugar, para se sentir feliz, a maior parte das pessoas precisa se reunir frequentemente com seus amigos ou com pessoas que pensam de forma similar. Quanto mais comunicação próxima, maior é o nível de felicidade.
  • Em terceiro lugar, as pessoas com inteligência superior à média da população representam uma exceção a esta regra.
Quanto mais alto é o QI, menor é a necessidade do ser humano de se relacionar constantemente com amigos. 
Geralmente, intelectuais não consideram muito atraente a vida com muita atividade social. Eles não se interessam em ser a «alma da festa».


Pessoas muito inteligentes costumam ter um círculo social reduzido

O cérebro de uma pessoa com habilidades intelectuais elevadas funciona de forma diferente. E a sociabilidade está incluída nestas diferenças.
Sim, ser inteligente pode não ser algo simples. Dentro de cada intelectual existe seu próprio universo particular.
Para as pessoas com inteligência superior à maioria, a vida social é mais um supérfluo do que algo primordial. A maioria dos grandes gênios foram e costumam ser solitários. Na verdade, são poucas as pessoas que os entendem e os aceitam. Mas isso não é problema para eles. Pelo contrário, quanto mais precisam socializar, menos felizes eles se sentem.

Pessoas inteligentes gostam mais de tratar dos assuntos importantes para elas do que de socializar

A pesquisadora Carol Graham, da Brookings Institution, especialista na «economia da felicidade», acredita que as pessoas inteligentes usam a maior parte do tempo tentando atingir metas a longo prazo. Os intelectuais se sentem satisfeitos quando fazem aquilo que os leva a conquistar determinados resultados.
O pesquisador que trabalha na busca de vacinas contra o câncer ou o escritor que está criando um romance formidável não precisam interagir com outras pessoas. Até porque isso poderia distrai-los de sua meta principal, ou seja, influenciaria de forma negativa na sua felicidade e desequilibraria sua harmonia interna.

As razões estão no passado distante

Você já ouviu falar na teoria da savana? Segundo ela, há algo dos nossos ancestrais que carregamos não só nos genes, mas também em nossa memória subconsciente. O estilo de vida dos nossos antepassados, com que a história humana teve início, influencia até hoje em nossa vida e em nossa noção de felicidade.
Nos sentimos felizes exatamente nas mesmas situações e circunstâncias nas quais as pessoas que viveram há milhares de anos também se sentiam felizes.
Para sermos exatos, o círculo social dos antepassados se resumia aos 150 membros que seu grupo tinha, em média. Eles viviam em lugares isolados, com densidade populacional menor que uma pessoa por quilômetro quadrado. Precisavam estar sempre juntos para sobreviver num ambiente hostil.
Mas hoje vivemos na Era das tecnologias, com muita gente ao nosso redor. Porém, a maior parte das pessoas continua mostrando traços de comportamento dos nossos antepassados, que permaneceram em nossa memória genética. Parece até que nosso corpo vive numa realidade, e o cérebro, em outra. O corpo pode estar numa metrópole com milhares de habitantes, enquanto o cérebro permanece na savana praticamente deserta.
Isso serve para a maioria das pessoas. Mas não para todas.


Grande inteligência permite a adaptação às novas condições

Os intelectuais, diferentemente das pessoas com habilidades mentais medianas, conseguiram, em alguma etapa da evolução humana, superar a memória do passado, já que ela não se encaixa nos dias atuais.
Tais pessoas podem se adaptar com mais facilidade. Parece até que a natureza deu a eles a tarefa de resolver novos problemas evolutivos. Por isso, quem é inteligente pode viver facilmente de acordo com suas próprias leis, sem se apegar muito às nossas origens.
Uma inteligência alta permite que pessoa não fique pendente dos outros, e sim mantenha o foco em suas metas individuais. Pessoas inteligentes estão em harmonia com elas mesmas, e só de vez em quando precisam interagir mais intimamente com os demais.
Produzido com base em material de
The Washington Post
Foto de abertura funkyfrogstock/shutterstock 
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17 de fev. de 2012

Use o carnaval para ganhar confiança.


Dissolva-se na multidão e ouse mais, quebrando barreiras pessoais

Você pensou no Carnaval como uma época de superação pessoal? Não, não estamos falando do número de copos de bebida que você consegue tomar ou das horas em que permanece acordado. "A idéia é pensar na festa como um estímulo para adquirir mais autoconfiança", afirma o psicoterapeuta Chris Allmeida.

O clima de descontração pode, por exemplo, servir de pretexto para uma paquera. Se a pessoa é tímida e aproveita a ocasião festiva para ganhar coragem, sem a necessidade de álcool, há um grande avanço, rompendo uma barreira que foi criada pela própria mente do indivíduo , afirma o especialista.

Nesta fase, o medo de errar acaba sendo camuflado pela multidão. Com isso, as chances de um tímido se soltar são maiores, porque ele tem certeza de que passará despercebido pelos outros.

Toda ousadia deve respeitar os seus limites (até porque decisões forçadas têm efeito contrário, reprimindo você ainda mais nas ocasiões convencionais). Nossa emoção fica mais vulnerável quando nos expomos. Podemos comemorar na noite do carnaval sem precisar ter um dia seguinte amargo: a regra básica é ir com calma, no seu próprio tempo. Estamos falando de seu corpo, de suas emoções, de sua vida. É perfeitamente possível superar os próprios limites, mas isto não precisa ser feito a custa de arrependimento, lembra o especialista.

Por isso, não deixe a cautela de lado. Preservar as suas convicções e não sucumbir aos exageros é essencial para evitar a ressaca moral e os arrependimentos no dia seguinte. "O bom das festas são as surpresas, por isso não compensa ficar planejando demais o que você vai fazer. Mas o senso de realidade precisa ser mantido, recusando atitudes que possam prejudicar a sua saúde e aventuras com pessoas desconhecidas", diz Chris Allmeida.

Fobias mais comuns




As fobias mais comuns são apresentadas da seguinte forma:
1. Claustrofobia - medo de lugares fechados, como ambientes pouco ventilados, túneis, elevadores e até equipamentos de ressonância magnética e de tomografia;
2. Eritrofobia - medo de sangue;
3. Agorafobia - medo de lugares cheios de gente como shoppings centers, locais de shows, ruas de comércio e estádios;
4. Hidrofobia - medo de água, de entrar no mar e em piscinas;
5. Glossofobia - medo de falar para plateias;
6. Amaxofobia - medo de andar de carro;
7. Hipsiofobia - medo de altura;
8. Medo de animais domésticos, como gato e cachorro;
9. Medo de insetos ou animais peçonhentos;
10. Fobia social - É facilmente confundida com timidez. A pessoa tem medo de se expor, evita contato social e estar em evidência. Esses indivíduos têm dificuldade de envolvimento amoroso. Trata-se de uma timidez patológica;
Por Adriana Bifulco

20 de mai. de 2011

Hábitos típicos da depressão podem piorar o quadro da doença



Isolamento social e pensamentos negativos afundam ainda mais o depressivo



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POR ANA PAULA DE ARAÚJO
A depressão está longe de ser um mal menor - pelo contrário, é uma doença séria que exige acompanhamento médico. A importância do tratamento foi reforçada com a divulgação do estudo "Health in Brazil" (Saúde no Brasil), publicado no periódico científico Lancet, no último dia 9 de maio. Um dos dados mais alarmantes dessa extensa pesquisa é o de que as doenças psiquiátricas, incluindo a depressão, têm diminuído a expectativa de vida do brasileiro mais do que doenças cardiovasculares, que ocupam o segundo lugar no ranking. Aparentemente silenciosa, a depressão é responsável por 19% dos anos a menos - junto a outros distúrbios psíquicos, como psicose e abuso do álcool -, enquanto problemas cardiovasculares foram responsabilizados por 13% desse retrocesso.


De acordo como a pesquisa, 18 a 30% dos brasileiros já apresentaram sintomas de depressão. Além disso, 10,4% dos moradores adultos da região metropolitana de São Paulo sofrem com a doença. Não é fácil lidar com a depressão, ainda mais quando sabemos que, em geral, o comportamento do paciente costuma enterrá-lo ainda mais no quadro. "O 'slogan' dele é 'não vejo saída, não tem solução'", explica a psicóloga e escritora Olga Tessari, de São Paulo. Confira a seguir quais são os hábitos mais nocivos ao tratamento da doença. 
  • Isolamento social - Foto: Getty Images
  • Álcool como refúgio - Foto: Getty Images
  • Automedicação é perigosa - Foto: Getty Images
  • Abandono do tratamento - Getty Images
  • Sedentarismo piora o desânimo - Foto: Getty Images
  • Pensamentos negativos atrapalham - Foto: Getty Images
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Isolamento social - Foto: Getty Images
Isolamento social 
É um dos principais comportamentos nocivos e pode variar de acordo com o nível da depressão. A psicóloga Aridinéa Vacchiano, do Rio de Janeiro, diz que, em casos de depressão leve, ainda há algum envolvimento e até mesmo vontade de superação. Em nível moderado, existe mais dificuldade em suportar a pressão, o que compromete o rendimento de sua produção e a clareza da percepção. Isso facilita o isolamento. Já na depressão severa, o depressivo pode sofrer até mesmo de amnésia e ilusões, chegando ao isolamento total.

Nesse último estado, o ciclo de pensamentos negativos se torna constante, podendo levar a pessoa até mesmo ao suicídio. Aqui, familiares e amigos são fundamentais para resolverem algo que está fora do alcance das mãos do depressivo: sua recuperação. O convívio social tem papel importantíssimo, já que tornará menos frequente essas ideias ruins.

A dica da psicóloga Olga Tessari é chamar a pessoa para fazer coisas que a agradem. Brigas frequentes em casa ou a obrigação de ter que fazer algo que não gosta diminui ainda mais a autoestima do portador da depressão, piorando o quadro da doença.

Ao mesmo tempo, a ajuda médica jamais deve ser esquecida. "A depressão provoca desequilíbrio na produção de algumas substâncias e precisa de medicação para restabelecer essa produção, alem de terapia, que tratará das causas da doença", esclarece Olga.  

13 de fev. de 2011

Fatores de risco para transtorno de estresse pós-traumático


Um grave problema presente em nossa sociedade são as crianças e adolescentes que (sobre)vivem em situação de vulnerabilidade. Elas fazem parte do chamado grupo de risco.


Neste grupo estão as crianças e adolescentes vítimas de tragédias naturais, abuso sexual, negligência, violência doméstica, bullying. Crianças que vivem na rua, dependentes de álcool e drogas, que moram em áreas de violência urbana, entre outras.


Violência e maus tratos na infância podem levar a distorções traumáticas negativas com interrupção do processo de maturação cerebral, com repercussões deletérias para o resto da vida. Estas crianças costumam evoluir com distúrbios de comportamento, dificuldades escolares, exclusão social e marginalização. Elas apresentam com muito mais frequencia transtornos psicológicos e psiquiátricos diversos, nos mais variados graus de intensidade.


Os fatores de estresse e os traumas, quando constantes e não interrompidos, podem gerar sintomas pós-traumáticos crônicos com agravamento de problemas como depressão, abuso de drogas ou a desfechos ainda mais graves, como acidentes, brigas, roubos, prisão, suicídio e morte precoce, especialmente nesta faixa etária da infância e adolescência. 
Os fatores de estresse e os traumas, quando constantes e não interrompidos, podem gerar sintomas pós-traumáticos crônicos.
Os fatores de estresse são facilitadores para o desenvolvimento de doenças com repercussões imediatas e à longo prazo, podendo ocasionar problemas crônicos e interferir na qualidade de vida, na infância e na vida adulta.


O estudo Adverse Childhood Experiences, realizado na Califórnia, demonstrou forte associação entre o número de experiências adversas sofridas (abuso físico e sexual na infância e outros) a uma maior taxa de comportamentos de alto risco durante a vida adulta, incluindo abuso de drogas, obesidade, depressão, tentativas de suicídio, promiscuidade sexual e frequência de doenças sexualmente transmitidas. O número de experiências adversas também se correlacionava a cardiopatias, câncer, diabetes, doenças hepáticas e morte súbita ao longo da vida.


Já os fatores traumáticos podem ser definidos como causadores de danos, injurias ou lesões corporais ou mentais que ameaçam a própria vida ou a vida de outras pessoas queridas, por vezes levando à morte inesperada. Eles estão também associados a sensações de perda e de insegurança, além de maior vulnerabilidade e riscos de dissociação.


A violência social e estrutural também é sem dúvida um grande fator responsável pelo aumento da prevalência do transtorno de estresse pós‐traumático durante o desenvolvimento na adolescência.


Quanto mais estressado e ameaçado se sentir, mais o adolescente responderá com respostas e comportamentos primitivos e regressivos. O adolescente ameaçado só pensa em sobreviver naquele minuto. Isto é muito importante para entendermos os pensamentos, reações e comportamentos do adolescente traumatizado.


Outros fatores também contribuem negativamente, como ignorar tais problemas. Muitas vezes sequer tomamos conhecimento do grau de sofrimento e das agressões que perpassam a vida de uma criança ou de um adolescente.


Eles costumam sofrer calados, uma vez que sofrem ameaças para caso eles reclamem ou se queixem de alguma coisa. Temem a retaliação, inclusive por parte de um dos pais ou de um familiar. São as tragédias mudas.


Elas são silenciosas e estão presentes no dia-a-dia, fazendo das crianças e jovens as suas maiores vítimas. Ruptura da relação de confiança e proteção com a família ou pessoas de sua convivência social ocorrem nestas situações. A "dor emocional" é "invisível" ao profissional de saúde desatento, porém é marcante para o adolescente e não raro se multiplica em queixas e sintomas "evasivos". 
Muitas vezes, estas queixas parecem não ter nexo diagnóstico, sendo classificadas erradamente como reações de conversão, hiperatividade, ou transtorno desafiador.


O fato de que grande parte da população, incluindo pais, educadores e muitos profissionais de saúde ainda acharem que crianças e adolescentes não padecem de transtornos mentais, contribui muito para agravar o problema.


Muitas crianças com problemas evidentes de saúde mental podem viver anos de suas vidas despercebidamente, sem que a família ou a escola a percebam como tendo um problema de saúde. Ao contrário, o que vemos são acusações, humilhações e rótulos, como preguiçoso, idiota, estorvo, aéreo, não quer nada com a vida e outros.


Em consequência, fica compreensível que muitos problemas mentais em adultos possam ter a sua origem na infância. Assim, tem sido observado um aumento da procura em serviços de Saúde Mental infanto-juvenil para questões relacionadas ao estresse por trauma.


Há um interesse cada vez maior sobre o impacto de eventos traumáticos em crianças e adolescentes, até por conta dos recentes desastres naturais (tufões, furacões, terremotos, tsunamis) e dos "cataclismos" criados pelo homem, através dos atos de violência (guerras, violência urbana e doméstica, etc.).  
Problemas relacionados ao estresse pós-trauma e problemas psicológicos distintos certamente surgirão, com o passar do tempo, para muitas pessoas. 
Ao ser exposto a uma situação traumática violenta, o indivíduo desenvolve uma reação aguda ao estresse, que dura no máximo 30 dias e desaparece; porém, cerca de 15 a 20% das pessoas desenvolverão o TEPT ou transtorno de estresse pós-traumático. 




Nestas, os sintomas da reação aguda persistem e podem se cronificar e até, em certos casos, levar a alterações permanentes na personalidade do indivíduo. Em algumas situações, o paciente não tem uma reação logo após o evento estressante, podendo desenvolver o TEPT até um ano depois.

Especialidade: Neuropsiquiatra e psicoterapeuta

11 de jan. de 2011

Antidepressivo Prozac acelera recuperação após derrame



Medicamento é eficaz na recuperação motora e em aumentar a independência de pacientes

Prozac
Recuperação: a fluoxetina, da classe dos inibidores seletivos da recaptação de serotonina, é eficiente no tratamento de pacientes que tiveram derrame cerebral isquêmico (Getty Images)
Os pacientes que receberam a fluoxetina após o derrame tiveram uma recuperação significativa das funções motoras dos membros superiores e inferiores
Tomar um comprimido de Prozac - antidepressivo à base de fluoxetina - pode ajudar na recuperação logo após um acidente vascular isquêmico (falta de circulação numa área do cérebro). De acordo com uma pesquisa publicada no periódico The Lancet Neurology, o medicamento é eficiente na melhora da capacidade motora e da independência dos pacientes. Segundo aBBC britânica, esse foi o maior estudo entre a relação de inibidores seletivos de recaptação de serotonina (SSRIs, sigla em inglês) e a recuperação pós-derrame feito até hoje.
Para chegar aos resultados, a equipe de pesquisadores avaliou 118 pacientes - dos quais metade tomava apenas placebo - na França, 90 dias após terem tomado comprimidos de Prozac. Entre aqueles que receberam a fluoxetina durante os testes, foram vistos índices significativos na recuperação das funções motoras tanto dos membros superiores, quanto dos inferiores, quando comparados àqueles que ingeriram apenas placebo.
“Os efeitos positivos da droga na função motora e na recuperação dos pacientes sugerem que essa classe de inibidores seletivos de recaptação de serotonina pode ser um novo caminho no tratamento de pacientes que tiveram um derrame cerebral”, disse François Chollet, coordenador do estudo. Entre os resultados, um outro dado foi animador: os efeitos colaterais apresentados foram, em geral, baixos e raros – náusea e diarreia não foram avaliadas.

10 de jan. de 2011

Ouvir música libera dopamina - e dá prazer



Até agora, não se sabia que substância estaria ligada a sensação abstrata

Música
Resposta química: o nível de liberação da dopamina varia com a intensidade da emoção e do prazer sentido enquanto a música é ouvida (Jupiterimages/Thinkstock)
A dopamina serve para reforçar alguns comportamentos essenciais à sobrevivência (alimentação), ou pode ainda desempenhar um papel na motivação (recompensa secundária através do dinheiro)
O intenso prazer que se sente ao escutar música provoca no cérebro a liberação de dopamina, um neurotransmissor que serve para avaliar ou recompensar prazeres específicos associados à alimentação, drogas ou dinheiro. De acordo com um estudo publicado na revista científica Nature Neuroscience, a dopamina serve para reforçar alguns comportamentos essenciais à sobrevivência (alimentação), ou pode ainda desempenhar um papel na motivação (recompensa secundária através do dinheiro). O que não se sabia, no entanto, era como a substância poderia estar envolvida no prazer abstrato - como ouvir música.
Para chegar aos resultados, pesquisadores da Universidade McGill, em Montreal, no Canadá, selecionaram dez voluntários, de 19 a 24 anos, entre os 217 que responderam a um anúncio solicitando pessoas que sentiam sinais de extremo prazer ao escutar música. Por meio de aparelhos de diagnóstico por imagens, a equipe dos cientistas Salimpoor Valorie e Robert Zatorre mediu a liberação de dopamina e a atividade do cérebro. Paralelamente, sensores informavam a frequência cardíaca e respiratória dos voluntários, sua temperatura ou sinais de estremecimento de prazer no nível da pele.
Cérebro - Os resultados mostram que a dopamina é secretada antes do prazer associado à música ouvida, e durante o próprio "estremecimento" de prazer, ou seja, no auge emocional. Tratam-se de dois processos fisiológicos distintos que envolvem diferentes regiões no "coração" do cérebro. Durante o auge do prazer, é ativado o núcleo "accumbens", envolvido na euforia produzida pela ingestão de psicoestimulantes - como a cocaína. Antes, no prazer por antecipação, a atividade da dopamina é observada em outra área do cérebro.
O nível de liberação da dopamina varia com a intensidade da emoção e do prazer, em comparação com as medições realizadas ao escutar uma música "neutra" (indiferente aos voluntários). "Nossos resultados ajudam a explicar porque a música tem esse valor em todas as sociedades humanas", destacam os pesquisadores. A pesquisa permite ainda compreender "porque a música pode ser utilizada de forma eficaz em rituais, pelo marketing ou em filmes para induzir estados de humor". Como um prazer abstrato, a música contribuiria, graças à dopamina, para um fortalecimento das emoções, ao estimular noções de espera (da próxima nota, de um ritmo preferido), de surpresa e de expectativa.
(Com agência France-Presse)

17 de dez. de 2010

O AMOR TEM PRAZO DE VALIDADE?

As pesquisas e os psicólogos dizem que a grande crise de um casal surge sempre aos sete anos... se o relacionamento durar tanto tempo, é claro. No entanto, nem todos estão de acordo com esta afirmação. Um estudo recente restringe o amor a quatro anos. Se o amor é alimento para a alma, lembre-se de que, como os iogurtes, também tem prazo de validade.
Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), baseado em dados do registro civil, no período compreendido entre 2002 e 2005 o número de casamentos no Brasil cresceu quase 17%, de 715.166 para 835.846.
Apesar disso, esta tendência parece estar cada vez mais rareando no mundo, pelo menos nos países desenvolvidos. Um estudo elaborado pelo Instituto italiano de Estatística (Istat) revelou que os italianos se casam cada vez menos.
Isso tem explicação, segundo especialistas da Universidade Nacional Autônoma do México (Unam) que analisaram as implicações neurológicas do amor, este sentimento que dura no máximo quatro anos e se caracteriza por ser um "estado de atordoamento temporário".
No Brasil, enquanto o número de casamentos aumenta, o de divórcios segue o mesmo fluxo. Dados do registro civil coletados pelo IBGE indicam que entre 2002 e 2005 as separações judiciais aumentaram 2,8%, de 99.693 para 102.503 ao ano. O pico deu-se em 2003, quando 103.452 casais se divorciaram, frente a apenas 748.981 novas uniões.
A mesma tendência fica evidente na Espanha, principalmente em relação ao "divórcio expresso", um mecanismo que os casais espanhóis com até dois de casamento podem recorrer para pôr um ponto final na relação em tempo recorde. De acordo com dados divulgados pelo Instituto Nacional de Estatísticas (INE) espanhol sobre anulações, separações e divórcios, em 2006 houve um total de 145.919 dissoluções matrimoniais, 6,5 vezes a mais que no ano anterior.

NÃO CONFUNDA AMOR COM ATRAÇÃO SEXUAL
O amor deve ser diferenciado de apego e atração sexual, pois estar apaixonado ativa substâncias químicas no cérebro que ocupam todos os neurônios e não se consegue mais pensar no ser amado, afirmou em comunicado Georgina Montemayor Flores, da Faculdade de Medicina da Unam.
A especialista, que dirige um grupo de pesquisa sobre o tema, explicou que quando um indivíduo se apaixona, "são acionadas as zonas que controlam as emoções, como o tálamo, a amígdala, o hipotálamo, o hipocampo, o giro cingulado e as partes do sistema límbico".
Este estado físico químico também termina, disse Montemayor. "Costuma durar um máximo de quatro anos ou até que apareça outra pessoa que desperta essa paixão romântica, e só persiste o apego ou a companhia para uma pessoa", afirmou.

É AMOR OU OBSESSÃO?
À medida em que alguém pensa recorrentemente na mesma pessoa, a condição psicológica do apaixonado pode ser comparada "a um estado obsessivo-compulsivo", sustentou.
Por isso, Montemayor ressalta que "só se pode estar apaixonado por uma pessoa ao mesmo tempo", caso contrário do apego ou do desejo sexual.
No início, o amor origina uma obsessão de tais dimensões "que as pessoas deixam de ser produtivas (...); de fato, as grandes obras de arte nunca foram criadas quando os autores estavam apaixonados, mas depois, no processo do desamor".A especialista afirmou que as pessoas entram e saem desse estado de paixão porque o cérebro não poderia resistir a tanto desgaste se fosse mantido assim constantemente.

COQUETEL DE HORMÔNIOS
"O espantoso é que o encéfalo se acostuma com as substâncias liberadas, pelo que, em seu caso, está à espera de que outra pessoa inicie este processo", ressaltou. "Embora isso não tenha sustento moral, acontece com todos os seres humanos", apontou.
No entanto, advertiu de que o amor romântico "é tão forte como o impulso de ingerir alimentos ou ter sede, pode ser controlado nas primeiras fases, mas, uma vez ativado, é impossível detê-lo imediatamente, embora seja temporário".
Por outro lado, se desapaixonar por uma pessoa, segundo a pesquisadora mexicana, acontece porque o cérebro aumenta os níveis de oxitocina, o chamado hormônio do apego, "incompatível com a paixão romântica, que se transforma no carinho familiar", disse. Para a especialista, "o amor tem um preço. Perde-se a liberdade e também torna-se dependente de outra pessoa e, por isso, deve-se lembrar que o desamor liberta".
Por Lucía Díaz / EFE
Postado por: Helio Rubiales

14 de dez. de 2010

O PRAZER DEIXA MUITO A DESEJAR


Arnaldo Jabor - O Estado de S.Paulo

Amigos me perguntam: você fez A Suprema Felicidade mas, o que é o prazer para você? Penso, penso e respondo: "Sei lá..."
Mas, como insistem, vamos tentar.

O prazer pode nos dar culpa e a culpa pode dar prazer. Os masoquistas sabem disso: todo prazer será castigado. Por isso, muitos preferem o doce sentimento de culpa, porque, se somos castigados antes, podemos ruminar sem medo o nosso vazio. O prazer deixa muito a desejar, o prazer nos deixa insatisfeitos porque acaba logo. O problema do prazer é que ele sempre demanda mais prazer, orgias mais perversas, drogas mais alucinantes. O prazer não quer ter fim. "Ah... e a felicidade?" - me perguntam. (Se bobear, viro conselheiro sentimental...) Bem, a felicidade seria um prazer mais duradouro, comedido. Mas a felicidade está fora de moda em tempos tão velozes. A felicidade é analógica e o prazer digital. A felicidade ficou chata, tem de ser administrada, dosada e é feita também de dores, sofrimentos e dúvidas. O prazer não; pega, mata e come. Todos fingem ter prazer - é mais comercial. As caras das revistas ostentam uma gargalhada eterna. Prazer é voraz; quer botar o mundo para dentro, sugar, comer o mundo como um pudim, pela boca, por todos os buracos. Prazer é "cool". Felicidade é careta.

Mas, vamos nos deter no capítulo do orgasmo, esse retumbante final de sinfonias. O problema do orgasmo é a memória e a esperança. É bem fácil lembrar de um grande gozo no passado (mesmo ilusório) ou imaginar um grande uivo no futuro que ainda não chegou. Já o orgasmo no presente é assaltado por muitos estorvos: uma sirene de polícia, o medo de falhar, a campainha do vizinho.

Há-os de vários tipos: o básico, o decepcionante e o apoteótico. De cinco estrelinhas a pontinho preto.

O apoteótico é raríssimo, é uma utopia que desqualifica os básicos tremores. Conheço um sujeito que na hora H pensou num gol de placa do Ronaldinho e quase subiu aos céus (apoteose). Um outro, que tinha ejaculação precoce, gozou ao apertar o botão do elevador da casa da mulher que tanto ambicionava. Fora isso, temos o básico, o arroz com feijão: "Pronto, meu bem, agora vamos jantar."

Mas, você só pensa em sexo, dirão vocês. É... fazer o que, se o sexo está tomando o lugar de todos os outros desejos? A verdade é que o prazer anda de cabeça baixa, deprimido, apesar do eufórico exibicionismo em revistas de celebridades. O prazer é obrigatório no mercado. O que nos falta, então? Falta o pecado. Todos podem tudo: "Sim, eu gosto de atacar nos mictórios das rodoviárias e me orgulho de minha tara!" - diz o perverso sorrindo na TV. A permissividade total esvai a tesão. O prazer precisa da proibição. Sem lei não há gozo, diria Lacan se masturbando. Aliás, o vício solitário é bem seguro. A punheta é metafísica. Ela é onisciente e gira em todas as direções, é um caleidoscópio de mulheres ou de homens. Um dos sintomas deste mundo louco é a masturbação. Não me refiro à mera "coça na miúda", nem no "estrangulamento do pele-vermelha", mas à masturbação na alma de vidas autorreferentes, ao narcisismo de seres perdidos num deserto de possibilidades sem fim. Em meio a tanta liberdade, nunca fomos tão solitários. Tínhamos pecados e proibições perfumando os prazeres, mas hoje ficou tudo referido ao sexo, para substituir frustrações políticas e sociais. A masturbação existe até no grande amor romântico, em que os dois narcisismos se tocam, se beijam, se arranham, mas não se comunicam. Neste mundo solitário temos o "hype" da masturbação feminina, com o vibrador, o consolador de viúvas e solteironas. O vibrador tem vida própria, sem o incômodo inconsciente, sem diálogos constrangedores. O vibrador não é um pedaço - está inteiro; o homem, o "outro" é que foi amputado dali. O consolador, o vibrador é um amante delicado sempre pronto a satisfazer sua dama. E ela pode imaginar o homem perfeito ali, entre suas mãos. Os homens também gostariam de ter sua autonomia: serem livres e soltos como um pênis voador, comendo todo mundo com movimentos giratórios e beleza aerodinâmica. O mercado e a tecnociência provocam mutações em nós. Não queremos amar, queremos consumir alguém. Queremos ter o ritmo das coisas e, na progressiva digitalização do sexo, os corpos tendem a ser o campo de provas da eficiência dos mecanismos de prazer. Queremos o prazer da máquinas. E cada vez mais somos isso. Somos movidos por seus desejos que nos contaminam, somos movidos pela secreta vontade de existirem pois, assim como as bombas desejam explodir, os robôs também querem amar. E já somos suas cobaias inconscientes.

Mas aí, dirá o leitor mais reflexivo, mais estóico, menos epicurista, mas sábio e, talvez, mais velho: "Sim, mas e a contemplação calma da natureza, os lagos dourados, as flores e as crianças correndo, e as auroras, os céus estrelados? E a arte? Isso não é prazer?" Sim, sim, mas por trás dessa calma contemplação de auroras e belezas, florestas e oceanos, há um ensaio para o fim, há o preparo para o maior prazer de todos, há a saudade oculta de algo que está além da vida, ou antes dela. Entre flores e lagos dourados contemplamos nosso fim. É uma saudade não sabemos de quê...

É um prazer além do prazer (Freud), é o prazer da matéria. A matéria quer paz. Nós somos um transtorno para a matéria que quer voltar ao seu silêncio. A vida e o prazer enchem o saco da matéria que é obrigada a nos suportar. A matéria olha nossos arroubos de vida e espera pacientemente que acabe a valentia para voltarmos ao prado, à grama, à terra, ao sossego da tumba. Mais além do princípio do prazer, está a invencível vontade de morrer. A matéria sonha com a paz. Somos sonhados pela matéria da qual somos apenas um tremor, um despautério, uma agitação banal. A matéria nos sonha com tanta perfeição que pensamos que temos espírito.

O prazer da matéria é paciente. Nós não sabemos ainda, mas nosso grande prazer será sentido quando não estivermos presentes

DIFERENÇA ENTRE MEDO E FOBIA



MEDO
Você tem medo de escuro ou passa tremendamente mal só de ver a figura de uma barata na página de um livro? Então saiba então que as duas situações são bastante distintas.
De acordo com Rita Calegari, chefe do departamento de psicologia do Hospital São Camilo-Pompeia, na zona oeste da capital paulista, medo é uma reação de autopreservação. "Ele não deve ser combatido e eliminado. É desejável, saudável e importante para nossa sobrevivência", explica.
Existem, no entanto, aqueles que não têm medo. "Trata-se de um transtorno de humor, seus portadores são bipolares (têm duas polaridades: uma de depressão e outra de agitação psicomotora). A pessoa perde a noção do medo e do perigo", avisa Luiz Gonzaga Leite, chefe do departamento de psicologia do Hospital Santa Paula, em São Paulo, e doutor em psicologia pela PUC-SP.
FOBIA
Já a fobia, segundo Rita, é semelhante ao medo, mas nela existe um nível de ansiedade que interfere na vida cotidiana da pessoa. "Muitos que sofrem de fobia não a interpretam como doença, mas como falha do caráter e da personalidade. O fóbico reconhece que seu medo é excessivo, mas não consegue controlá-lo", enfatiza.
Rita explica que a fobia envolve transtorno de ansiedade em algum nível. De acordo com a profissional, para tratar tanto esse mal quanto a Síndrome do Pânico são necessários medicamentos como antidepressivos e ansiolíticos. "A Síndrome do Pânico é um transtorno involuntário. O indivíduo tem um mal-estar súbito, que envolve taquicardia, sudorese, tremores, vertigens e sensação de desmaio. É um mal de difícil diagnóstico, pois até a pessoa chegar ao hospital, esses sintomas já passaram. Ela faz exames que não apontam nada. Essa síndrome provoca um grande impacto na rotina do paciente, pois ele não tem como prever quando vai acontecer".
Rita complementa que, tanto na Síndrome do Pânico quanto nos casos de fobia, o tratamento é feito com ansiolíticos e antidepressivos, além de terapia.
Perfil - Leite esclarece que as fobias atingem 10% da população. Na maioria das vezes, ele adverte, os fóbicos são inteligentes, responsáveis, sensíveis, com certa tendência a serem detalhistas e controladores. "Essas pessoas passaram, em algum momento de suas vidas, por alguma experiência de morte. São indivíduos metódicos, sistemáticos e controladores", diz Rita. "Eles têm ideia de controle através de rituais, gestos, tiques, não conseguem nomear o que estão sentindo. Eles criam rituais e acreditam que estão dominando a situação", acrescenta Leite.
De acordo com Rita, muitas vezes esses transtornos surgem diante de algum fato estressante que ocorre na vida do paciente. "Por isso é importante não desprezar sintomas, quanto antes o problema for diagnosticado, melhor.

FOBIAS MAIS COMUNS
As fobias mais comuns são apresentadas da seguinte forma:
1. Claustrofobia - medo de lugares fechados, como ambientes pouco ventilados, túneis, elevadores e até equipamentos de ressonância magnética e de tomografia;
2. Eritrofobia - medo de sangue;
3. Agorafobia - medo de lugares cheios de gente como shoppings centers, locais de shows, ruas de comércio e estádios;
4. Hidrofobia - medo de água, de entrar no mar e em piscinas;
5. Glossofobia - medo de falar para plateias;
6. Amaxofobia - medo de andar de carro;
7. Hipsiofobia - medo de altura;
8. Medo de animais domésticos, como gato e cachorro;
9. Medo de insetos ou animais peçonhentos;
10. Fobia social - É facilmente confundida com timidez. A pessoa tem medo de se expor, evita contato social e estar em evidência. Esses indivíduos têm dificuldade de envolvimento amoroso. Trata-se de uma timidez patológica;

Por Adriana Bifulco

27 de nov. de 2010

DE QUÊ VOCÊ TEM MEDO?


Você tem medo de quê?

 Quem ainda não sentiu medo? Medo de dentista, avião, montanha russa, pessoas, da vida, medo do medo. Esta é uma reação inerente da condição humana, que cega e desabilita muitas pessoas, trazendo prejuízos a quem sente este sentimento paralisador. É um estado de alerta demonstrado pelo receio de fazer alguma coisa, geralmente por se sentir ameaçado, tanto fisicamente como psicologicamente. É uma emoção que nega a ação e deixa qualquer pessoa petrificada. Diante de uma situação de medo, a pessoa se sente sem forças, fragilizada para agir, falta fé, tanto em si, em Deus e na vida, provedora de coisas boas. Normalmente, o medo vem atrelado com o sentimento de abandono e solidão.
A pergunta que se deve fazer é: "Onde está a sua força"? Em que momento da vida você decidiu se abandonar? Em que momento da vida você se desconectou com a força maior chamada Deus? Costumo dizer que, quem tem medo, perde a sua ligação com o todo.
O medo, na medida certa, é adequado, porque nos faz parar, examinar a situação, averiguar os riscos e trocar um plano de ação. Se não sentíssemos medo, como saberíamos que pular de uma altura de um prédio de dez andares é perigoso? O problema se instaura quando os riscos ficam maiores que as possíveis soluções, e a pessoa decide parar e tremer de medo até que algo, que não depende dela, aconteça.
Como nada acontece sem o impulso da própria pessoa, ela passa a desacreditar em Deus, achando que Ele a abandonou, não veio lhe salvar e, como uma ação, se encolhe, se esconde, alegando não ter forças, não saber o que fazer, e se entregando e aceitando o medo como único companheiro. O que era apenas para ser analisado, passa a ser agora remediado, e a espera de um milagre.
Para reencontrar a sua força perdida, a pessoa deve relembrar de momentos em que o medo esteve presente, mas que ela foi maior, enfrentou os desafios, se arriscou, se esforçou e conseguiu a vitória. Fazer um paralelo com os medos atuais e com as possibilidades de vitória fará com que a confiança em si retorne e possibilite traçar novos planos de ação.
(*) Maura de Albanesi é psicoterapeuta, pós-graduada em Psicoterapia Corporal, Terapia de Vivências Passadas (TVP), Terapia Artística, Psicoterapia Transpessoal e Formação Biográfica Antroposófica; Master Pratictioner em Neurolingüística e mestranda em Psicologia e Religião pela PUC.
(**) O conteúdo dos artigos médicos é de responsabilidade exclusiva dos autores.
Postado por HRubiales

25 de nov. de 2010

TRANSTORNO BIPOLAR ; SINTOMAS

COMO IDENTIFICAR O HUMOR

A empolgação para comer a pizza no sábado à noite pode ser um sinal de variação de humor. Brigas com amigos e melancolia podem ser fortes indícios. Estes sinais não estão ligados a fatores externos. A pessoa que tem Bipolaridade mescla, de 8 a 80, desânimo, tristeza, ansiedade, falta de sono e de prazer, com euforia, agitação, agressividade, explosividade, aumento de riscos e gastos, impulsividade e distração, entre outros sintomas.
O bipolar quase nunca percebe quando está hiperagitado. Quando percebe, é comum recusar-se a aceitar o fato. Nem sempre os sintomas maníacos ou depressivos são bem claros. Até quem convive com um bipolar sente dificuldades em distinguir uma aflição comum de uma depressão, ou uma alegria de uma euforia.
DURAÇÃO DO EPISÓDIO
A natureza e duração dos episódios varia muito de uma pessoa para outra, tanto em intensidade quanto em duração. Entre os episódios, é comum que passe por períodos de normalidade.
A doença é de difícil diagnóstico, mesmo para profissionais da saúde que acompanhem há um longo tempo o paciente. Porém, após diagnóstico positivo do TBH (Transtorno Bipolar do Humor), entra a segunda parte, a mais difícil, com o paciente que pode estar incapacitado e seus familiares, saber se está ou não em surto, é uma dificuldade constante para o portador de TBH. A preocupação por amplos setores da saúde e da sociedade em geral, em especial a saúde mental, é o de garantir o bem-estar dos portadores do transtorno, e impedir a incapacitação dos "doentes".
. O paciente deveria ser o maior sabedor das coisas que envolvem a doença para conseguir controlá-la.
SINTOMAS DE DEPRESSÃO
O individuo deprimido em geral se sente abatido, quieto e triste. Pode dormir muito, como uma fuga do convívio, reclamar de cansaço em tarefas simples como escovar os dentes, apresentar traços de baixa auto-estima e de sentimentos de inferioridade. Demonstra pouco interesse pelos acontecimentos e coisas e pode se isolar da família e amigos.
O indivíduo pode se sentir, nesta fase, culpado por erros do passado, e fracassos em sua vida e de seus familiares. Pode haver irritabilidade, lamentos, e auto-recriminação.
Pode haver um distúrbio do apetite, tanto para aumentá-lo, como para diminuí-lo. O deprimido pode apresentar queda na sua imunidade, o que o deixa mais predisposto a contrair doenças. Em alguns casos a depressão pode se manifestar de forma psicossomática, e o indivíduo pode apresentar algumas doenças de causa psicológica, que normalmente se caracterizam por dores pelo corpo ou cabeça.
Há uma queda da libido e o indivíduo se afasta de seu companheiro, se o possuir.
É comum nesta fase pensamentos suicidas, uma vez que o indivíduo se sente mal em sua vida e sem energia para mudá-la. A conseqüência mais grave de uma depressão pode ser a concretização do suicídio.
SINTOMAS DA EUFORIA (MANIA)
Na fase eufórica o indivíduo pode apresentar sentimentos de grandiosidade, poderes além dos que possui e grande entusiasmo. O indivíduo passa a dormir pouco, tornar-se agitado.
Pode falar muito, ter muitas idéias ao mesmo tempo.
Há uma alteração na libido e o indivíduo tem um aumento do desejo sexual.
O indivíduo perde a inibição social, podendo passar por situações vexatórias por falta de senso crítico.
Nesta fase é comum os indivíduos se endividarem ou perderem muito dinheiro, comprometendo até bens de família. Durante os delírios de grandeza os gastos são muito acima do que sua realidade permitiria. Devido ao grande otimismo, é possível que o indivíduo empreste dinheiro a pessoas a quem mal conhece, e que podem estar aproveitando-se da situação.
São comuns manias como perseguição, realização de sonhos (reformas, viagens, compras) que a primeira vista podem até parecer normais.
No tipo de THB com surtos psicóticos, é comum nesta fase que o paciente tenha alucinações e delírios de grandeza.

TRATAMENTO

O distúrbio bipolar é uma patologia que acomete cerca de 1,6% da população hoje em dia. No entanto, hoje é tratável. As alarmantes trocas bruscas de humor, todavia, podem ser controladas pelos medicamentos conhecidos.

Equivocada é a idéia de que a bipolaridade seria estar hiper contente pela manhã, triste à noite e com um sentimento médio à tarde. Tal idéia não traduz a bipolaridade. Na verdade a bipolaridade pode vir a se manifestar nos dois pólos da doença: depressão e mania. Hoje há remédios de última geração que controlam com sucesso qualquer alteração de humor para esses dois pólos da doença.
Com o uso de medicamentos adequados e de apoio psicológico, é perfeitamente possível atravessar períodos indefinidamente longos de saúde e ter vida plena.

COMO CONTROLAR A DOENÇA

§  Acompanhamento médico e psicoterápico
§  Uso da medicação prescrita conforme recomendação médica.
§  O uso da medicação é particularmente importante porque é muito comum o paciente de bipolaridade interromper a terapia medicamentosa. A interrupção no uso do medicamento recomendado, via de regra, desencadeia novos episódios da conduta característica a essa condição: estados de depressão mais intensa e maior exaltação na euforia
§  Restrição ao uso de álcool, drogas e cafeína
§  Vida saudável com horas de sono suficientes e em horário regular, alimentação equilibrada e atividade física adequada
§  Aumentar o consumo de Omega 3 e ácidos graxos naturalmente encontrados em peixes (cozidos, assados ou grelhados) como: bacalhau, cavala, salmão, sardinha, arenque e também nas castanhas, nozes, vegetais com folhas verde escuro, linhaça, azeite de oliva, óleo de soja e óleo de canola.
Fonte: pt.wikipedia.org