TEMÁTICA


“Uma boa teoria deve satisfazer a dois requisitos: Precisa descrever com precisão um número razoável de observações, com base em um modelo que contenha poucos elementos arbitrários; e deve prever com boa margem de definição resultados de observações futuras. Qualquer teoria é sempre provisória, no sentido de que é apenas uma hipótese, você nunca poderá prová-la em definitivo. Não importa quantas vezes os resultados das experiências estejam de acordo com algumas teorias, não se pode ter certeza de que a próxima vez o resultado não irá contradizê-las. Por outro lado, você pode refutar uma teoria por encontrar uma única observação que não concorde com as suas previsões”

Stephen Hawking (Uma Breve História do Tempo)

As informações aqui contidas não têm caráter de aconselhamento e muito menos de diagnóstico.

Consulte sempre um profissional da saúde.

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28 de nov. de 2010

CONHEÇA ALGUNS TIPOS DE CIRURGIA ÍNTIMA

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As mulheres não sentem mais vergonha de expor sua vontade de melhorar o corpo, independentemente do local afetado. É o que afirma a cirurgiã plástica Natale Gontijo de Amorim, da clínica Ivo Pitanguy, no Rio de Janeiro.
Segundo ela, as queixas mais comuns das mulheres no que se refere à intimidade são o volume da região pubiana, conhecida como "monte de Vênus", e dos lábios vaginais.
As cirurgias realizadas na região genital costumam ser simples, feitas com anestesia local e quase sempre não exigem internação. Assim como qualquer plástica, há dor e desconforto nos primeiros dias e, dependendo do tipo de operação, é preciso ficar até 60 dias sem relações sexuais.

CONHEÇA ALGUNS TIPOS DE PROCEDIMENTOS

LABIOPLASTIA - para reduzir ou redefinir os pequenos ou grandes lábios vaginais. Indicada em casos de flacidez, hipertrofia (volume excessivo) ou problemas de má-formação. Em casos de murchamento, utiliza-se um enxerto de gordura extraída da própria paciente para preencher os grandes lábios.

PERINEOPLASTIA - cirurgia para reconstruir a musculatura da região, que pode ficar alterada após sucessivos partos naturais ou com a idade. Muitas vezes é feita pelo próprio obstetra. O problema muitas vezes provoca a queda da bexiga e causa incontinência urinária, além de interferir na vida sexual.

ESTREITAMENTO DO CANAL VAGINAL- também indicada nos casos em que houve alargamento devido a sucessivos partos naturais ou com a idade e que a perda de elasticidade interfere no sexo.

LIPOASPIRAÇÃO NO 'MONTE DE VÊNUS"- procedimento para eliminar o excesso de gordura na região púbica. Em geral, são necessárias duas ou três incisões, de menos de um centímetro cada.

Clareamento vaginal - cirurgia para amenizar o escurecimento dos lábios vaginais, que pode ter causa hormonal ou uma característica natural da mulher. Parte da mucosa em que estão concentrados os pigmentos é retirada.

TRANSPLANTE DE PÊLOS - indicada para mulheres que apresentam redução de pêlos na região púbica devido a problemas hormonais ou cesáreas.

CLITORIPLASTIA- pouco comum, a cirurgia é indicada para reconstituição do clitóris em casos de circuncisão feminina, ou quando, por problemas de má-formação, o clitóris fica encoberto, prejudicando o prazer sexual.

HIMENOPLASTIA - a reconstituição do hímen é um procedimento simples, em que o cirurgião usa um retalho extraído da mucosa vaginal da própria paciente. Médicos têm opiniões diferentes sobre os casos em que a operação se justifica.

Fontes: Natale Gontijo de Amorim (cirurgiã plástica - RJ)), Murilo Caldeira Ribeiro (cirurgião plástico - SP), Marcos Desidério Ricci (ginecologista - SP) e Michael Goodman (ginecologista e cirurgião - CA, EUA)

Tatiana Pronin
Editora do UOL Ciência e Saúde

27 de nov. de 2010

CIRURGIAS ESTÉTICAS ÍNTIMAS

Cirurgias íntimas com finalidade estética geram controvérsia entre os médicos

Pouca gente se espanta ao saber que uma atriz famosa injeta toxina na testa a cada seis meses, ou que a vizinha turbinou os seios e deslocou a gordura da barriga para o bumbum. Mas quando se fala em preencher os lábios vaginais ou reconstituir o hímen para realizar uma nova lua-de-mel com o marido, nem todo mundo reage com naturalidade. Nem mesmo os médicos, que estão acostumados a lidar com todo tipo de queixa.Cirurgiões plásticos, ginecologistas e especialistas em sexualidade consultados pelo UOL Ciência e Saúde concordam em um ponto: quando a mulher tem um problema funcional, como a perda da elasticidade da vagina que pode ocorrer após sucessivos partos naturais, o procedimento cirúrgico é realizado sem maiores questionamentos.
À medida que procedimentos como a lipoaspiração tornam-se mais comuns, mulheres ganham coragem para modificar partes mais íntimas do corpo
Já se a mulher procurar o cirurgião apenas por uma questão estética, provavelmente vai se deparar com opiniões diferentes. Alguns médicos acreditam que é legítimo querer reduzir os grandes ou pequenos lábios vaginais porque o volume gera desconforto durante a penetração ou a atividade física. Mas esculpir ou clarear a genitália só para ficar igual à última estrela da Playboy não faz sentido para muitos especialistas, ainda que a paciente insista que a mudança vai beneficiar sua vida sexual."É preciso deixar claro para a paciente que, assim como acontece com seios e narizes, vulvas e vaginas têm uma variedade imensa de tamanhos, formatos e cores", afirma o ginecologista Michael Goodman, que diz realizar cerca de três cirurgias íntimas por mês em seu consultório na Califórnia. "Se depois de receber aconselhamento, às vezes até psicológico, ela continuar querendo, a decisão é dela, não é mais minha", opina Goodman.O médico está coordenando uma das primeiras grandes pesquisas sobre esse tipo de procedimento nos EUA, que deve ser concluída no fim deste ano. O objetivo é avaliar não apenas as técnicas empregadas e possíveis complicações, mas o quanto elas beneficiam a auto-estima e a vida sexual das mulheres. Assim como no Brasil, faltam estatísticas sobre cirurgias íntimas na literatura internacional. Ele conta que há basicamente três perfis de pacientes interessadas nesse tipo de procedimento. O primeiro é de mulheres jovens, com cerca de 18 anos, que têm vergonha do volume exibido ao colocar uma roupa mais justa. "Elas observam as modelos nas revistas, ou as colegas na piscina, e ficam constrangidas", diz. As cirurgias mais comuns, nesse caso, são a labioplastia e a lipoaspiração no púbis, ou "monte de Vênus" (esta última é procurada inclusive por homens, já que o acúmulo de gordura nessa região pode deixar o pênis um pouco escondido).A estudante de pedagogia Elizabete, de 22 anos, faz parte desse grupo. Há três meses, ela submeteu-se à redução dos grandes lábios, por achar que eram maiores que a média. "Tinha vergonha de colocar o biquíni, aquela saliência me incomodava muito", relata. Ela diz que o incômodo da cirurgia dura apenas uma semana e que foi preciso ficar 45 dias sem relações sexuais, "mas valeu muito a pena". Outra parcela de pacientes, de acordo com Goodman, é composta por aquelas mulheres que passaram por um ou mais partos naturais e querem corrigir os músculos do períneo ou estreitar o canal vaginal. E o terceiro grupo é de pacientes mais maduras que se queixam da flacidez dos lábios vaginais ou também da perda de elasticidade na vagina provocadas pelo tempo. Para ele, é hipocrisia criticar a cirurgia íntima para fins estéticos numa época em que colocar silicone nos seios virou rotina nas clínicas. Mas é preciso ser cauteloso. "O médico deve gastar seu tempo com a paciente para entender o que está por trás da vontade de operar, antes de decidir se vai ou não realizar o procedimento", pontua.
Fonte: Tatiana Pronin
Postado por HRubiales

30 de set. de 2010

TIRE DÚVIDAS SOBRE AS CIRURGIAS PLÁSTICAS MAIS PROCURADAS






Lipo, silicone, nariz e orelhas são alvos prediletos do brasileiro

Por Ana Maria Madeira

O Brasil é referência em cirurgiasplásticas. De acordo com a Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP), são realizadas aqui 629 mil cirurgias plásticas por ano. O país é inclusive destino de estrangeiros atraídos por preços mais baixos dos que os do exterior e pela boa reputação dos médicos brasileiros.

E nesse país tropical, a preocupação com a aparência tem níveis altíssimos. Dentre as queixas mais comuns de quem procura um consultório de um cirurgião plástico estão a barriga, o tamanho dos seios, o envelhecimento da pele, a aparência do nariz e das orelhas.
No entanto, uma cirurgia plástica é uma decisão que envolve riscos de possíveis complicações a arrependimentos, pois mexe com a saúde e a aparência. "A plástica não garante satisfação, mas quando observados alguns pontos e tomados os cuidados certos, pode ser fonte de boa melhora na autoestima", de acordo com o cirurgião plástico Alan Landecker. Confira esses cuidados e saiba mais sobre as cinco cirurgias mais feitas no Brasil, de acordo com a Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica. 
Cirurgia plástica -Foto: Getty Images
Lipoaspiração
As estatísticas da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica, SBCP, indicam que são realizadas 90.000 lipoaspirações por ano. A lipoaspiração está sujeita às mesmas complicações que qualquer outro procedimento cirúrgico, por isso é precisos estar atento as cuidados antes da cirurgia. Doenças cardíacas graves, alterações pulmonares, anemia, diabetes e hipertensão arterial precisam estar sob controle para que o paciente seja operado.

"Outra grande contra-indicação diz respeito às alterações psicológicas, como depressão e doenças ligadas à auto-imagem, como a anorexia e a bulimia. Nesses casos é preciso acompanhamento profissional psicológico antes da cirurgia", de acordo com o cirurgião plástico Ruben Penteado. Para prevenir problemas é necessário que o médico investigue se o paciente apresenta histórico anterior de flebite e trombose nas pernas.

"Desconfie de promessas milagrosas. "Minilipo", "lipinho" ou "lipo Light" são nomes que seduzem e podem até confundir quem quer melhorar o contorno corporal, mas tem medo de se submeter a uma cirurgia. ?Não considero apropriado 'mascarar' o procedimento, lipoaspiração é sempre lipoaspiração, com os seus riscos e benefícios. É preocupante observar a banalização das lipoaspirações de pequeno porte?, diz o médico. 
Silicone - Foto: Getty Images
Prótese de silicone
Ter seios volumosos e firmes é uma das grandes ambições das brasileiras. De acordo com a Associação Brasileira de Cirurgia Plástica, 21% das cerca de 460 mil cirurgias estéticas realizadas em 2009 foram de aumento de mama. Uma grande preocupação atual dos médicos está no exagero do tamanho pedido por algumas pacientes. "Tão importante quanto resolver essa desarmonia estética é adequar o tamanho do implante ao tipo corporal de cada mulher. Uma prótese grande fica bem para uma mulher alta ou que tenha quadris largos, já nas baixinhas pode passar a impressão que a mulher está acima do peso", afirma Rubens Penteado, diretor do Centro de Medicina Integrada (SP).

Um mito sobre as próteses é o de que elas impedem a amamentação. As próteses são colocadas abaixo das glândulas mamárias, não interferindo no aleitamento. Outro questionamento recorrente sobre o silicone é sobre a validade das próteses. Quanto a este ponto, antes que a paciente se submeta à cirurgia, é preciso que o médico esclareça que uma prótese de silicone não dura por toda a vida. No entanto, o tempo de vida útil de uma prótese é algo imponderável e completamente individual. É preciso entender que o corpo encara a prótese como um transplante, e, em alguns casos, há rejeição à prótese de silicone.

É aconselhável que a cada ano após o implante, se faça uma revisão da prótese, pois a troca também pode se tornar necessária em função da flacidez da pele ou do reposicionamento dos seios. Por exemplo, depois de uma gestação, o corpo da mulher passa por uma série de transformações, e a troca da prótese pode ser feita para devolver o equilíbrio à silhueta. 
Cirurgia plástica -Foto: Getty Images
Rejuvenescimento facial
Também conhecido como ritidoplastia, a cirurgia é a mais procurada para quem quer dar "aquela levantada" na expressão. De acordo com o cirurgião Alan Landecker, para que a cirurgia da face dê certo, ela deve ser calculada tendo por base todas as regiões do rosto e do seu entorno, inclusive pescoço e couro cabeludo. "Em geral, o paciente deve ficar em repouso por até 15 dias e é importante que se observe o surgimento de hematomas, que devem ser drenados, pois podem evoluir para uma necrose", completa o médico.

Atualmente, são utilizadas técnicas que reposicionam os tecidos, dando um resultado mais natural, restaurando a forma e o volume de áreas que haviam "murchado". A técnica é a mais indicada para quem está preocupado com a flacidez facial, pois o laser ou luzes polarizadas e pulsáteis não são capazes de substituir a cirurgia. Esses procedimentos podem até melhorar a qualidade da pele, mas não corrigem a flacidez, o excesso epidérmico e as rugas profundas e extensas, servindo melhor como tratamentos complementares. 

Rinoplastia
A plástica de nariz traz como maiores riscos as deformações e assimetrias. No entanto, conforme explica Alan Landecker, hoje, os melhores consultórios usam uma técnica que têm 96% de sucesso, que é a chamada técnica estruturada. Ela consiste no seguinte: em vez de apenas cortar os ligamentos entre as cartilagens do nariz, como ocorria na antiga técnica, há um fortalecimento do esqueleto, através de vigas de cartilagem. Como qualquer outra plástica, o resultado estético da rinoplastia é previamente avaliado, havendo casos em que a cirurgia pode não trazer bons resultados. "Já cheguei a não operar alguns pacientes, pois sabia que o nariz não tinha uma estrutura adequada para a cirurgia e que o resultado final não seria conforme o esperado", diz Alan.  
Otoplastia
Não poder prender os cabelos com o calor que faz nas estações mais quentes é, no mínimo, um grande incômodo. Isso é uma preocupação frequente em quem tem "orelhas de abano": um problema que pode parecer insignificante, mas que mexe com a autoestima. A cirurgia é feita, em muitos casos, ainda na infância. Por volta dos três anos e meio de idade, as cartilagens já atingiram 90% do seu tamanho. Portanto, crianças que apresentam as orelhas salientes podem submeter-se à otoplastia bem cedo. Os cirurgiões plásticos recomendam que se espere até seis ou sete anos de idade para que o procedimento seja realizado.  

14 de jul. de 2010

Modelo brasileira corre risco de vida após aplicar 3,5 litros de silicone


Sheyla Almeida sofre com infecção que apareceu após a última operação.
Arrependida, ela pretende deixar apenas 1 litro caso consiga se recuperar.
A modelo capixaba Sheyla Almeida Hershey, 30, que ficou conhecida nos últimos anos por tentar obter o título de mulher com as maiores próteses de silicone no mundo, corre risco de vida em razão de uma infecção bacteriana em seus seios. Caso ela não seja contida - a última operação foi realizada nesta terça-feira (13) - Sheyla corre sério risco de ter de retirar seus seios para evitar que as bactérias cheguem à corrente sanguínea e se espalhem por seu corpo.
Em recuperação nos Estados Unidos, Sheyla atendeu a reportagem do G1 e admite arrependimento por ter realizado tantas operações e corrido riscos. “Sempre fui alertada por todos, médicos e familiares, e nunca dei ouvidos. Talvez, se tivesse prestado atenção aos conselhos, não estaria passando por essa situação. Estou com uma infecção gravíssima e tive que passar por ela para aprender que nada em excesso é bom”, afirmou.

Sheyla Almeida, após operação em junho, quando aplicou 3,5 litros de silicone. (Foto: arquivo pessoal)
A intenção da equipe médica, segundo a modelo, era retirar os implantes durante a última operação, mas ela pediu que eles fossem preservados. Entretanto, caso as fortes dores e a febre que diz sentir continuem até sexta-feira, o silicone será retirado. Um novo exame está marcado para sexta-feira (16). “Se eu chegar a esse ponto (de retirar os seios), não quero saber de mais nada, nem de qualquer operação plástica. É uma dor a qual terei de conviver para o resto de minha vida”, diz.

Sheyla, que já realizou mais de 30 cirurgias plásticas, nove delas para aumento de seios. Ela começou a sentir as complicações, como dores e problemas respiratórios, logo após o último implante, ocorrido em junho, no Brasil, quando atingiu a marca de 3,5 litros para cada seio. A operação foi realizada no País porque nos EUA ela já havia ultrapassado os limites estabelecidos pela legislação local.

Após voltar para os EUA, os problemas começaram a aparecer, como dores e insuficiência respiratória. A modelo afirma que teve muitas dificuldades para conseguir ser operada, pois muitos médicos teriam recusado ajudá-la. “O doutor Ronald Buczek teve piedade de mim e viu que estava correndo risco de vida. (Se houvesse mais demora), hoje não teria perdido só os seios como a vida também”.

Sheyla chegou a posar para várias revistas
americanas e brasileiras (Foto: Divulgação)
Sheyla nasceu em Vitória e mora desde 2002 no Texas, onde é casada com o engenheiro americano Derek Hershey, com quem teve dois filhos, Victória Nicole e Victor Hugo. Após posar para muitas revistas brasileiras e americanas, ela admite que sua carreira como modelo está comprometida. “Minha fama se deve a isso, ao fato dos meus seios serem grandes. Quando fiquei grávida tive que diminuí-los e fui muito questionada pelos fãs”. Caso a operação seja bem sucedida, Sheyla pretende continuar usando um implante menor, de um litro. “Espero que (os fãs) entendam, tenho que pensar na minha saúde”, afirmou.

Após a operação, Sheyla já traça planos para o futuro. “Quero muito cursar jornalismo e ter meu próprio programa de TV. Ele falaria com as mulheres que possuem essa mesma obsessão em cirurgias plásticas como eu, já que muitas não tem orientação”, afirmou.

“Tenho certeza que dias melhores virão, e logo estarei no Brasil , me divertindo, torcendo pelo meu Vasco, e sendo feliz que é o mais importante da vida”.

João Novaes
Do G1, em São Paulo

13 de fev. de 2010

TRUE OR FALSE?: Mitos e verdades sobre as próteses de silicone



por Mirella Fonzar, redação ONNE

Cirurgião plástico comenta os mitos e verdades sobre o silicone



(Foto: Divulgação)


Para você que morre de vontade, mas tem medo de turbinar seus seios, o cirurgião plástico Maurício de Maio, doutor em Ciências pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP), desvenda alguns mitos e verdades sobre as próteses de silicone. Confira algumas das principais dúvidas abaixo.
A prótese pode estourar?
Apesar de ser bem raro que isso aconteça, o material pode romper em situações que envolvam traumas muito fortes, como acidentes automobilísticos graves. 


Vou perder a sensibilidade?



Muitas mulheres sofrem redução ou perda de sensibilidade das mamas após a cirurgia, em especial aquelas com mamas de maior volume. Mas, na grande maioria dos casos, o sintoma é temporário. 


Posso amamentar normalmente?



Após três a seis meses da cirurgia, a mulher pode engravidar normalmente e não terá problemas ao amamentar. Mulheres com mamas pequenas (pouco desenvolvidas) não produzem o mesmo leite por causa das características genéticas, e não pela presença da prótese.

É possível fazer mamografia? 




Diferentemente do que muitos acreditam, as adeptas aos implantes de silicone podem, e devem, fazer periodicamente o exame de mamografia. Não há risco algum da prótese romper durante o procedimento ginecológico.

Silicone causa câncer de mama?




É completamente equivocada a afirmação de que a prótese aumenta as chances da mulher desenvolver câncer. Mesmo assim, após colocar o implante a pessoa deve continuar fazendo os exames indicados. 

Quando devo substituir o silicone? 


A substituição da prótese é recomendada após dez ou 15 anos. A indicação é que a paciente seja examinada periodicamente pelo especialista, quem irá decidir se a prótese deve ou não ser trocada.


Qual o tamanho ideal?

O ideal é que a escolha fique a cargo do cirurgião plástico, pois é ele quem pode avaliar as proporções físicas em relação a outras partes do corpo, garantindo um resultado bom e saudável.