TEMÁTICA


“Uma boa teoria deve satisfazer a dois requisitos: Precisa descrever com precisão um número razoável de observações, com base em um modelo que contenha poucos elementos arbitrários; e deve prever com boa margem de definição resultados de observações futuras. Qualquer teoria é sempre provisória, no sentido de que é apenas uma hipótese, você nunca poderá prová-la em definitivo. Não importa quantas vezes os resultados das experiências estejam de acordo com algumas teorias, não se pode ter certeza de que a próxima vez o resultado não irá contradizê-las. Por outro lado, você pode refutar uma teoria por encontrar uma única observação que não concorde com as suas previsões”

Stephen Hawking (Uma Breve História do Tempo)

As informações aqui contidas não têm caráter de aconselhamento e muito menos de diagnóstico.

Consulte sempre um profissional da saúde.

19 de ago de 2016

Pessoas muito inteligentes têm poucos amigos

Psicólogos explicam por que pessoas muito inteligentes têm poucos amigos

É óbvio que ter amigos é algo necessário, e que a interação com outras pessoas tem muitas vantagens. Alguns cientistas resolveram responder à pergunta: é realmente preciso ter amigos para ser feliz e estar plenamente satisfeito com a vida? Para isso, foi realizada uma pesquisa, da qual participaram 15 mil pessoas com idades entre 18 e 28 anos, moradores de áreas com densidades populacionais distintas e acostumadas a se comunicar frequentemente com os amigos.
Uma revista britânica de Psicologia publicou resultados que surpreenderam a nós, do Incrível.club, e que podem ajudar no autoconhecimento de qualquer pessoa.

Três conclusões principais da pesquisa

Os psicólogos evolutivos Satoshi Kanazawa, da Escola de Economia e Ciência Política de Londres, e Norman Lee, da Universidade de Gerenciamento de Singapura (SMU), após a análise dos resultados do estudo chegaram às seguintes conclusões:
  • Em primeiro lugar, as pessoas que moram em locais de alta densidade populacional, de forma geral, se sentem menos felizes.
  • Em segundo lugar, para se sentir feliz, a maior parte das pessoas precisa se reunir frequentemente com seus amigos ou com pessoas que pensam de forma similar. Quanto mais comunicação próxima, maior é o nível de felicidade.
  • Em terceiro lugar, as pessoas com inteligência superior à média da população representam uma exceção a esta regra.
Quanto mais alto é o QI, menor é a necessidade do ser humano de se relacionar constantemente com amigos. 
Geralmente, intelectuais não consideram muito atraente a vida com muita atividade social. Eles não se interessam em ser a «alma da festa».


Pessoas muito inteligentes costumam ter um círculo social reduzido

O cérebro de uma pessoa com habilidades intelectuais elevadas funciona de forma diferente. E a sociabilidade está incluída nestas diferenças.
Sim, ser inteligente pode não ser algo simples. Dentro de cada intelectual existe seu próprio universo particular.
Para as pessoas com inteligência superior à maioria, a vida social é mais um supérfluo do que algo primordial. A maioria dos grandes gênios foram e costumam ser solitários. Na verdade, são poucas as pessoas que os entendem e os aceitam. Mas isso não é problema para eles. Pelo contrário, quanto mais precisam socializar, menos felizes eles se sentem.

Pessoas inteligentes gostam mais de tratar dos assuntos importantes para elas do que de socializar

A pesquisadora Carol Graham, da Brookings Institution, especialista na «economia da felicidade», acredita que as pessoas inteligentes usam a maior parte do tempo tentando atingir metas a longo prazo. Os intelectuais se sentem satisfeitos quando fazem aquilo que os leva a conquistar determinados resultados.
O pesquisador que trabalha na busca de vacinas contra o câncer ou o escritor que está criando um romance formidável não precisam interagir com outras pessoas. Até porque isso poderia distrai-los de sua meta principal, ou seja, influenciaria de forma negativa na sua felicidade e desequilibraria sua harmonia interna.

As razões estão no passado distante

Você já ouviu falar na teoria da savana? Segundo ela, há algo dos nossos ancestrais que carregamos não só nos genes, mas também em nossa memória subconsciente. O estilo de vida dos nossos antepassados, com que a história humana teve início, influencia até hoje em nossa vida e em nossa noção de felicidade.
Nos sentimos felizes exatamente nas mesmas situações e circunstâncias nas quais as pessoas que viveram há milhares de anos também se sentiam felizes.
Para sermos exatos, o círculo social dos antepassados se resumia aos 150 membros que seu grupo tinha, em média. Eles viviam em lugares isolados, com densidade populacional menor que uma pessoa por quilômetro quadrado. Precisavam estar sempre juntos para sobreviver num ambiente hostil.
Mas hoje vivemos na Era das tecnologias, com muita gente ao nosso redor. Porém, a maior parte das pessoas continua mostrando traços de comportamento dos nossos antepassados, que permaneceram em nossa memória genética. Parece até que nosso corpo vive numa realidade, e o cérebro, em outra. O corpo pode estar numa metrópole com milhares de habitantes, enquanto o cérebro permanece na savana praticamente deserta.
Isso serve para a maioria das pessoas. Mas não para todas.


Grande inteligência permite a adaptação às novas condições

Os intelectuais, diferentemente das pessoas com habilidades mentais medianas, conseguiram, em alguma etapa da evolução humana, superar a memória do passado, já que ela não se encaixa nos dias atuais.
Tais pessoas podem se adaptar com mais facilidade. Parece até que a natureza deu a eles a tarefa de resolver novos problemas evolutivos. Por isso, quem é inteligente pode viver facilmente de acordo com suas próprias leis, sem se apegar muito às nossas origens.
Uma inteligência alta permite que pessoa não fique pendente dos outros, e sim mantenha o foco em suas metas individuais. Pessoas inteligentes estão em harmonia com elas mesmas, e só de vez em quando precisam interagir mais intimamente com os demais.
Produzido com base em material de
The Washington Post
Foto de abertura funkyfrogstock/shutterstock 
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15 de jan de 2016

Dez curiosidades sobre a vagina podem mudar a sua vida




Thais Carvalho Diniz Do UOL, em São Paulo 12/02/2015





 Se você que está lendo esta reportagem é uma mulher, provavelmente, se identificará com pelo menos alguns dos itens listados abaixo. Se é homem, o texto pode ajudá-lo a entender melhor a sua parceira. O assunto? A vagina. 

 Para começar, é preciso diferenciar vagina de vulva. A vulva compreende toda a genitália feminina, incluindo a vagina, que é apenas o canal interno da vulva. Mas até os médicos se referem ao conjunto como vagina.

 O inglês Jamie McCartney criou, em 2011, o "Great Wall of Vagina" (grande mural da vagina, em tradução livre), que traz 400 órgãos esculpidos de gesso, formando um conjunto de dez painéis, justamente para mostrar que, assim como o pênis, cada vagina tem formato, tamanho (pelo menos externo) e aparência diferentes.

 "Muitas mulheres se preocupam com o aspecto do seu órgão genital e o comparam. Pensei que quando elas vissem todas aquelas vaginas no mural se sentiriam mais seguras. É a arte com um propósito social, além de ser um espetáculo surpreendente, claro", afirma o artista.

 Jamie, que disse conhecer apenas cerca de dez das 400 que serviram como voluntárias para o projeto, contou que teve como objetivo "libertar as mulheres da ansiedade e dúvida sobre a estranheza de seu corpo". E deu resultado: "Várias me mandaram e-mails falando que meu trabalho mudou suas vidas, que a autoestima aumentou. Isso é incrível".

 Parte do "Great Wall of Vagina" (grande mural da vagina, em tradução livre), de Jamie McCartney, que estampou 400 vaginas esculpidas em gesso 

A seguir, listamos dez curiosidades. Confira:

 1. Tamanho: a vagina é elástica e, segundo Flávia Fairbanks, membro da Sogesp (Associação de Obstetrícia e Ginecologia do Estado de São Paulo), o tamanho muda de acordo com a idade. "Na fase adulta, tem de 7 cm a 8 cm de comprimento, em repouso. Durante a relação sexual, essa medida pode chegar a 12 cm de comprimento e 3 cm de largura", afirma. Flávia explica que a cavidade vaginal atinge o máximo de dilatação durante o trabalho de parto: 10 cm.

 2. A vagina "fala": marcas ou manchas na calcinha, mau cheiro e coceira podem ser sinais de alguma doença. O corrimento, porém, nem sempre é um problema: quando é inodoro, trata-se de um mecanismo natural de defesa da mulher. "Quanto ao sexo, dor durante a penetração ou dificuldade de lubrificação podem denunciar uma disfunção sexual que precisa de tratamento", explica a terapeuta sexual Paula Napolitano.

 3. Ruídos: você já se constrangeu durante o sexo por causa de algum barulho na hora da penetração (parecido com gases)? "É normal. Com o movimento sexual, pode haver a entrada de ar na vagina", afirma Carolina Ambrogini, ginecologista, sexóloga e coordenadora do Projeto Afrodite da Unifesp (Universidade Federal de São Paulo).

 4. Depilação não faz mal: de acordo com as ginecologistas Flávia Fairbanks e Carolina Ambrogini, os pelos servem como proteção contra atrito e entrada de corpos estranhos na vagina. Porém, não há mal nenhum em depilá-los. "Para as mais sensíveis, deixá-los é mais confortável, por conta do atrito, mas nada é proibido ou prejudicial", diz Carolina.

 5. Plásticas: algumas mulheres se incomodam com o tamanho dos lábios genitais e buscam na cirurgia plástica a saída para se sentirem mais confortáveis com seu corpo. Segundo Luiz Carlos Ishida, cirurgião plástico e membro da SBP (Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica), a procura por esse tipo de intervenção aumentou. "Em 2010, realizávamos cerca de quatro operações dessas por ano. Hoje, não passamos uma semana sem fazer".

6. O poderoso clitóris: muitas mulheres chegam ao orgasmo apenas com o estímulo do clitóris, que está localizado na parte superior da vulva. Segundo Paulo Tessarioli, psicólogo especialista em sexualidade humana, o órgão tem cerca de oito mil terminações nervosas e, por isso, é tão sensível. "Esse detalhe da anatomia feminina é muito curioso, já que a mulher tem um órgão destinado exclusivamente ao prazer", afirma.

 7. Tamanho não é documento: se formos levar em consideração a possibilidade de prazer feminino, a afirmação de que o tamanho do pênis não importa procede. "Os cinco primeiros centímetros da vagina são os mais ricos em terminações nervosas e, por isso, dizer que o pênis maior dá mais prazer é um mito", explica a terapeuta sexual Paula Napolitano. Além disso, a vulva pode ser explorada por inteiro.

 8. Transpiração e ventilação: muitas mulheres se incomodam com o suor vaginal, mas, de acordo com Flávia Fairbanks, por ter grande quantidade de glândulas sudoríparas, a transpiração é natural. "Algumas mulheres relatam que é a região do corpo onde mais suam", conta. Ela explica que, como é um órgão fechado e, por isso, quente e úmido, é favorável à proliferação de fungos e bactérias. "Por isso, quanto mais ventilado for, menores as chances de infecções. Dormir sem calcinha ou usar peças 100% algodão é altamente recomendado".

 9. "Autolimpeza": segundo a médica Flávia Fairbanks, o corrimento inodoro e esbranquiçado é o responsável por eliminar toxinas, bactérias e células mortas vaginais. Justamente por isso, não é preciso lavar o canal vaginal. "Usar água e sabonete com pH neutro na região externa já é suficiente para manter a higiene", diz.

 10. Ginástica vaginal: o pompoarismo é um treinamento da musculatura vaginal que aumenta o prazer sexual do casal durante a penetração. Além disso, a vagina é composta por músculos e precisa ser exercitada, assim como o resto do corpo, segundo a terapeuta sexual Paula Napolitano. "Faz parte do bem-estar e do autoconhecimento feminino. Exercícios como os de contração e relaxamento ajudam a fortalecer a musculatura e deixam a vagina mais sensível. São muito indicados para problemas que podem surgir com a idade, como a flacidez genital e a incontinência urinária".

Fonte: http://mulher.uol.com.br/comportamento/noticias/redacao/2015/02/12/dez-curiosidades-sobre-a-vagina-podem-mudar-a-sua-vida.htm?cmpid=fb-uolnot

12 de jan de 2016

Por que homens e mulheres devem urinar logo após a relação sexual?



Muitas pessoas, logo após o ato sexual, sentem uma necessidade imediata de urinar.

Isto não é motivo de preocupação, é algo completamente normal e natural por conta das características fisiológicas humanas.

 No caso da mulher, o canal genital localiza-se próximo à sua bexiga. Quando há penetração, um estímulo local provoca a vontade de urinar. No clímax sexual feminino, há um relaxamento nos músculos pélvicos e na região dos genitais que é muito intenso, e a sequência do prazer na região vaginal, que podem durar de 10 a 15 segundos, também aumenta a vontade de urinar.

 É importante saber que os sinais do corpo possuem objetivos muito bem definidos e importantes. Após o sexo, é realmente ideal urinar, pois isso ajuda a eliminar resíduos remanescentes na uretra, combatendo uma possível infecção urinária, tanto para os homens, quanto para mulheres.

 A necessidade é maior nas mulheres por conta da uretra ser mais curta, fazendo com que uma bactéria possa alcançar a bexiga de forma mais fácil. A urina “pós-sexo” pode lavar a uretra e eliminar possíveis bactérias. Vale lembrar que segurar a vontade de urinar por algum tempo aumenta o risco de infecção.

 No caso dos homens, a urina “pós-sexo” não é tão essencial, mas também pode ser útil, principalmente após uma relação sexual feita sem preservativos – salientando que preservativo sempre deve ser usado, mesmo em relações estáveis como em um casamento.

 Neste caso, pode ocorrer um acúmulo de bactérias e secreções dos genitais, além do ânus, na uretra. Isso pode causar danos e infecções na bexiga, próstata, vesícula seminal, e, em alguns casos, afetar os rins. A ejaculação ajuda na eliminação dos resíduos masculinos, mas a urina pode ser um auxílio adicional. 

Fonte: http://www.jornalciencia.com/saude/mente/5405-por-que-homens-e-mulheres-devem-urinar-logo-apos-a-relacao-sexual.html

21 de mar de 2015

MANCHAS SENIS: O QUE SÃO?

Manchas senis: o que são? Entenda e previna!

Manchas-senisVocê já deve ter ouvido falar em manchas senis. São aquelas manchinhas marrons bastante comuns em pessoas de pele clara com idade mais avançada. Só que na verdade essas manchas não são causadas pela idade em si, e sim pelo efeito cumulativo do sol sobre a pele, daí o nome técnico (e menos popular) ser melanose solar.
As manchas senis costumam surgir nas áreas mais expostas – como o rosto, o colo, os ombros, os braços e o dorso das mãos – e são inofensivas e indolores. Sua coloração varia do castanho ao marrom, podendo ser bem pequeninas ou chegar a alguns centímetros. Se você tem pele clara, mas não costuma passar filtro solar diariamente, aqui está mais um motivo para adotar esse hábito. E lembre-se: o certo é usar o filtro solar todos os dias e não somente quando for à praia, pois mesmo no percurso de casa para o trabalho essas regiões podem ficar expostas ao sol.
Para quem já apresenta as manchas senis, unguentos descolorantes podem deixá-las menos visíveis, e alguns procedimentos médicos – como terapia a laser ou crioterapia – podem fazê-las desaparecer. Também é possível descolorir as manchas senis de forma natural, usando produtos para esfoliação que normalmente temos em casa.

O básico para prevenir as manchas senis

É possível prevenir as manchas senis – ou evitar que piorem – com estas estratégias para se proteger do sol:
  • Evite exposição direta ao sol entre 10 horas e 16 horas no verão e entre 10 horas e 14 horas no inverno.
  • Passe bastante filtro solar 30 minutos antes de sair de casa e reaplique conforme necessário. Use um fator de proteção solar (FPS) mínimo de 15, embora muitos dermatologistas hoje afirmem que o FPS 30 é o melhor. Procure produtos que contenham óxido de zinco, ecamsule, avobenzona e oxibenzona, que são substâncias que contribuem para uma proteção da pele com qualidade superior.
  • Escolha roupas que sejam projetadas para absorver os raios ultravioleta do sol, quando permanecer ao ar livre por longo período.

Máscara anti-idade para manchas senis

E se você já tem algumas manchas senis, use este tratamento de beleza para ajudar a suavizá-las. Além disso, essa máscara ainda deixará sua pele purificada!
Você vai precisar de:
2 colheres (sopa) de iogurte natural
2 colheres (chá) de aveia em flocos
1 colher (chá) de suco de limão
1 colher (chá) de sal marinho
O passo a passo:
1. Bata bem no liquidificador todos os ingredientes até formar uma pasta.
2. Massageie as manchas senis nas mãos e braços (não use a máscara no rosto, pois pode ressecar demais a pele mais sensível da região).
3. Deixe agir no local por 20 minutos e enxágue bem com água. Lembre-se de usar uma vez por semana.

Desde que descobriu que era possível ganhar a vida lendo, teve a certeza de que trabalharia com livros. Apesar de ser caseira, adora viajar (paradoxal, não?!) e encontrar os amigos. Suas grandes paixões são a família, o marido e... chocolate!!

4 de jun de 2014

TREMOR ESSENCIAL



TREMOR ESSENCIAL
1.0 – Introdução
 Tremor é um movimento involuntário que apresenta ritmicidade e oscilação em grupos musculares antagonistas provocando conseqüente deslocamento de determinada parte do corpo.
 Tremor de repouso é quando acontece em uma parte do corpo totalmente sustentada pela gravidade; já o tremor que ocorre em uma contração muscular voluntária, é o tremor de ação.
 É importante destacar que o tremor de ação pode ainda ser subdividido em:
 Tremor postural: ocorre na parte do corpo sustentada opostamente à gravidade;
 Tremor isométrico: ocorre quando há contração muscular contra um objeto inerte rígido;
 Tremor cinético: ocorre em movimentos voluntários.
Cabe também salientar que indivíduos com tremor essencial considerado leve possuem certo comprometimento social e não físico. Quando considerado de grande amplitude, pode gerar certa incapacidade. Isso pode ser observado visto que esses pacientes costumam apresentar dificuldades em segurar um copo sem derramar, comer, conversar (quando há também tremores de voz) e escrita ilegível. Com isso, muitas vezes acabam sendo obrigados a afastar-se de seu trabalho devido a ausência de movimentos mais finos.

2.0 – Conceitos e Definições
 Considerado um distúrbio de movimento bastante comum, o tremor essencial clássico apresenta-se de forma bilateral, geralmente simétrico e nítido, envolvendo tremor postural que atingem as mãos e os antebraços, sem necessariamente ocasionar tremor em outra parte, porém, o tremor isolado de determinada região do corpo não constitui tremor essencial, mas podem ser considerados variantes dele. O tremor essencial também é considerado uma doença monossintomática, de disfunção cerebelar. É uma disfunção neurológica que interfere na coordenação motora. 

3.0 – Epidemiologia
 Seu início geralmente é dado discretamente na vida adulta, sendo visível em situações de nervosismo. Pode também surgir em qualquer idade, porém, sua incidência aumenta com o passar dos anos.  Cabe destacar que sua evolução é progressiva, porém, de forma lenta, o que algumas vezes pode fazer com que não seja notada.
 A prevalência na população não é certa, oscilando entre 0,4 e 4% e entre 0,1 e 22%. Em cerca de 90 a 99% dos casos, o tremor é de baixa amplitude não interferindo tanto na realização das tarefas.  Esse tipo de tremor apresenta prevalência igualitária entre os sexos. Convém também destacar que quando apresenta início precoce pode estar associado aos casos de família e que aproximadamente 50% dos casos são familiais, porém, algumas vezes seu aparecimento pode ser esporádico não sendo possível identificar uma história familiar.

4.0 – Causas
 Apesar de hereditária, sua causa ainda é desconhecida. Há um fator genético evidente. Trata-se de um distúrbio autossômico dominante com penetrância variável (penetrância é o poder que determinado gene tem de causar doença quando presente). O braço cromossômico 2p (gene ETM) e a banda 3q13 (gene FET1) podem ser possíveis locais de suscetibilidade; pelo menos dois genes já foram identificados em várias famílias.
 Além disso, há alguns fatores que podem estar relacionados a exacerbação do tremor, como: substâncias estimulantes (exemplo: cigarro e café, etc), medicamentos (exemplos: fluoxetina, nifedipina, etc), ansiedade e hipertireoidismo.
 Quando tratam-se de casos esporádicos, pode haver novas mutações, assim como penetrância incompleta do gene responsável. O tremor essencial também pode ser conseqüência da ação de diferentes genes defeituosos em famílias diferentes.

5.0 – Diagnóstico Clínico
 O diagnóstico clínico característico está baseado no tremor das extremidades, principalmente superiores, sendo comumente bilateral e simétrico, porém, leve assimetria também pode ser encontrada. O tremor pode atingir ainda a cabeça e a voz, enquanto que os membros inferiores raramente são afetados.
 A freqüência do tremor varia entre 4 e 7 Hz, ocorrendo em postura sustentada e movimentos voluntários. A baixa freqüência (3 Hz ou menos) ou a alta freqüência (8 Hz ou mais) são menos comuns.
 As alterações na extremidade superior geralmente baseiam-se em movimentos de pronação-supinação e extensão-flexão. Esse tremor pode propagar-se para a cabeça (movimentos horizontais ou verticais, ou, mais raramente, rotatórios), face, lábios, sobrancelhas, voz, mandíbula, língua e queixo.
 O início do tremor essencial, como dito anteriormente, geralmente ocorre discretamente na vida adulta, sendo visível em situações de nervosismo, mas depois torna-se permanente com amplitude flutuante.
 Além dessas características, podem haver também características leves de parkinsonismo (tremor em repouso, decomposição na velocidade rápida dos movimentos alternantes) quando em situação mais avançada. Por causa disso, algumas pessoas ficam apreensivas com receio de tratar-se da doença de Parkinson, pois também não é raro confundir o tremor essencial com a doença de Parkinson, além de também poder ser confundido com aumento do tremor fisiológico e tremor distônico.
 É interessante salientar que os indivíduos que apresentam tremor essencial tendem a piorar o tremor com: agitação, raiva, cansaço, ansiedade, medo, extremos de temperatura, uso de medicamentos (exemplos: psicoestimulantes, bloqueadores dos canais de cálcio, etc) etc.
 Convém relatar que há basicamente dois tipos de tremores:
- Tremor normal (fisiológico): ocorre na freqüência de 8 a 13 Hz, possivelmente causado pelo reflexo do balistocardiograma, que é a vibração passiva dos tecidos do corpo produzida pela atividade mecânica do coração. Pode estar acentuado quando em situações de: medo, ansiedade, uso de determinadas drogas, retirada de álcool, hipertireoidismo, hipoglicemia e exercício físicos;
- Tremor anormal (patológico): ocorre na freqüência de 4 a 7 Hz (mais lento, portanto) e atinge extremidades dos membros, cabeça, língua e, menos comumente, o tronco.

 6.0 – Diagnóstico Laboratorial

6.1 – Imagens Cerebrais A ressonância magnética e a tomografia computadorizada apresentam-se normais. Na tomografia por emissão de pósitrons é possível notar aumento da atividade nas olivas inferiores, nos hemisférios cerebelares, no núcleo rubro e no tálamo. Também a partir da tomografia por emissão de pósitron, observa-se que o álcool reduz a atividade excessiva do cerebelo no tremor essencial.
 6.2 – Exames Patológicos Exames histológicos não apresentam anormalidades. Há um aumento nos níveis de glutamato e aspartato (aminoácidos excitatórios) no líquido cefalorraquidiano, além de redução dos níveis de ácido g-aminobutírico (GABA), da glicina e da serina (aminoácidos inibitórios), o que poderia caracterizar a oscilação desse distúrbio.

 7.0 – Diagnóstico Diferencial
 Por não raramente ser confundido é necessário diagnóstico diferencial entre o tremor essencial e a doença de Parkinson.

Tremor Essencial
Doença de Parkinson
Mais rápidoMais lento
Acentua-se com a ação e movimentosDiminui com a ação e movimentos
Diminui com a mão em repousoAcentua-se com a mão em repouso
Tremor mais aparente com os braços estendidosTremor mais aparente com o membro em repouso
Simétrico ou levemente assimétricoRigidez e bradicinesia
Associado ao tremor cefálico e vocalAssociado ao tremor mentoniano
Não há instabilidade postural ou de marchaInstabilidade postural ou de marcha
A levodopa não possui efeitoLevodopa geralmente é a droga de escolha

 Tremor Essencial Doença de Parkinson Mais rápido Mais lento Acentua-se com a ação e movimentos Diminui com a ação e movimentos Diminui com a mão em repouso Acentua-se com a mão em repouso Tremor mais aparente com os braços estendidos Tremor mais aparente com o membro em repouso Simétrico ou levemente assimétrico Rigidez e bradicinesia Associado ao tremor cefálico e vocal Associado ao tremor mentoniano Não há instabilidade postural ou de marcha Instabilidade postural ou de marcha A levodopa não possui efeito Levodopa geralmente é a droga de escolha É interessante destacar que a presença de antecedentes familiares de tremor e de acentuada redução dele com a ingesta de álcool podem colaborar na identificação do tremor essencial.

 8.0 – Tratamento
 O tratamento é feito com drogas que atuem na redução do tremor, fazendo-se obrigatório acompanhamento médico, a fim de evitar possíveis efeitos colaterais. 
8.1 – Beta-bloqueadores
 Droga utilizada geralmente como primeira opção, com característica de aliviar o tremor em 50 a 70% dos pacientes, porém, o tremor, comumente, não é em sua totalidade cessado. Os beta-bloqueadores visam diminuir a amplitude do tremor, não necessariamente sua freqüência. Entre as drogas mais utilizadas está o propanolol; administrado em baixas doses de 40 mg/dia, sendo necessário atingir 240 a 320 mg para uma resposta mais apropriada. Outros exemplos de beta-bloqueadores são: metoprolol, nadolol e atenolol. Quanto aos efeitos colaterais, costumam ser bem tolerados, mas podem causar: bradicardia, fadiga, sonolência, náusea, diarréia, impotência, erupção cutânea, ganho de peso e depressão. Além disso, sua eficácia pode diminuir com o tempo. Devido a esses efeitos, os beta-bloqueadores costumam adaptar-se melhor a pacientes jovens. Suas contra-indicações referem-se a: insuficiência cardíaca, asma, insuficiência vascular periférica, diabetes insulino-dependente e bloqueio átrio-ventricular de segundo ou terceiro grau. 
8.2 – Primidona
 Também utilizada como antiepilética. Sua administração ocorre em doses de 50 a 1000 mg/dia, mas doses de 250 mg/dia não são tão eficientes como as doses maiores. Cerca de 75% dos pacientes relatam maior benefício com a primidona do que com o propanolol, por isso, a primidona também tem sido considerada para alguns médicos como droga de escolha no combate ao tremor essencial. Convém destacar que a associação com beta-bloqueadores pode ser eficaz.
 8.3 – Fenobarbital
 Não é tão eficiente como os beta-bloqueadores e a primidona. É utilizado em pacientes que não respondem ao propanolol e primidona. A administração ocorre em doses de 100 mg/dia.
 8.4 – Benzodiazepínicos
 Como a ansiedade é considerada um dos fatores que colabora na exacerbação do tremor essencial, ansiolíticos (exemplo: clonazepan) foram usados no seu tratamento, porém, notou-se que sua finalidade é somente aliviar a ansiedade. Vale salientar que o alprazolam possui eficácia no tratamento do tremor essencial. Os benzodiazepínicos costumam causar: sedação significativa, confusão e perda de memória, o que faz com que sua utilização seja limitada.
 8.5 – Inibidores da Anidrase Carbônica
 A acetazolamida apresenta a propriedade de reduzir o tremor essencial, principalmente quando em doses mais altas, porém, a melhora clínica não é tão relevante. Quanto a metazolamida, é possível que promova considerável melhora do tremor vocal e cefálico, porém, são fatos em discussão. Esses fármacos apresentam como efeitos colaterais: sedação, náusea, epigastralgia, dormências e perda de apetite.
 8.6 – Gabapentina
 Também usada como anticonvulsivante, a gabapentina tem mostrado considerável eficácia no tratamento do tremor essencial, mas há controvérsias. Geralmente é bem tolerada, podendo ser utilizada como medicamento de segunda linha para o tratamento do tremor essencial, principalmente em pacientes que apresentam contra-indicações aos beta-bloqueadores e em idosos que não toleram beta-bloqueadores, primidona ou benzodiazepínicos.
 8.7 – Toxina Botulínica
 A toxina botulínica ocasiona fraqueza muscular, podendo ser aplicada com finalidade terapêutica nos músculos que produzem tremor. As injeções de toxina botulínica do tipo A podem reduzir o tremor das mãos, da voz e da cabeça. Como os tremores da voz e da cabeça geralmente são resistentes aos medicamentos orais antitremor, as injeções da toxina botulínica podem ser mais indicadas para esses casos. A utilização dessa droga reduziu o tremor em 67% dos pacientes por 10,5 semanas, porém, em outros estudos ainda não foi possível comprovar sua real eficácia.
 8.8 – Outras Drogas
 Há drogas que são consideradas ineficazes para o tratamento do tremor essencial, como: levodopa, anticolinérgicos, clonidina, agonistas alfa-adrenérgicos, trazodona (agonista serotoninérgico), piridoxina, progabide (agonista gabaérgico), nifedipina e varapamil. Outras drogas ainda possuem eficácia controversa ou variável, como: flunarizina, teofilina, clozapina, glutetimida e amantadina. 8.9 – Tratamento Cirúrgico
 Além da utilização desses medicamentos, há também a possibilidade de cirurgia no combate ao tremor essencial quando em casos mais graves ou resistentes a medicamentos. Há basicamente duas técnicas: Talamotomia: pequena lesão no tálamo a partir de um orifício no crânio. Pode ser unilateral ou bilateral. O risco dessa cirurgia está presente principalmente pela possibilidade de ocorrer dificuldade na fala e deglutição, que podem ser permanentes, além de alterações de memória; Estimulação cerebral profunda: mais segura e eficaz, também ocorre no tálamo. Necessita da colocação permanente de um eletrodo no cérebro. Os efeitos colaterais da estimulação cerebral profunda são reversíveis com a manipulação dos parâmetros de estimulação.

 9.0 – Curiosidades
 O tremor essencial pode ser reduzido com a ingesta de álcool, o relaxamento, a concentração, a supressão voluntária e o aumento da carga sobre a extremidade afetada; Cerca de dois terços dos indivíduos com tremor essencial observam considerável redução do tremor por 45 a 60 minutos após a ingesta de álcool, porém, o álcool não deve ser utilizado a longo prazo porque com o passar do tempo são necessárias quantidades maiores para produzir efeitos semelhantes, o que pode ocasionar alcoolismo crônico. Além disso, quando o efeito do álcool acaba, o tremor tende a piorar.

10.0 – Referências
 1. http://www.mayo.edu/mcj/portugues/jun98/jun98_
2.html 2. http://www.ncbi.nlm.nih.gov/entrez/dispomim.cgi?id=190300
 3. http://www.ncbi.nlm.nih.gov/entrez/dispomim.cgi?id=602134
 4. http://www.neurologiaonline.com.br/zerati/neuro/tremor.htm
 5. http://www.neuropsiconews.org.br/47_npn/47_compreendendo.html
 6. http://www.neuropsiconews.org.br/47_npn/47_estrategia.html
 7. http://www.parkinson.locaweb.com.br/trem/default.aps
 8. http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0004282X1998000200027&lng=en&nrm=iso&tlng=pt
http://www.sistemanervoso.com/

2 de jun de 2014

Cientistas explicam por que músicas tristes fazem tanto sucesso


Pensa bem: se uma música triste nos deixa, bem, tristes, por que ela faz sucesso? Não faria mais sentido que a gente evitasse ouvir o que nos faz sentir mal? A questão é essa: elas também nos fazem sentir bem. O neurocientista Robert Zatorre, da Universidade de McGill (Canadá), constatou que músicas emocionalmente intensas, tipo aquela que faz você lembrar do pé na bunda que levou, liberam dopamina, o neurotransmissor que promove a sensação de prazer, no cérebro. O efeito é parecido com a satisfação que comida, sexo e drogas garantem. Observando as reações de voluntários, ele viu que, quanto mais arrepios o povo sentia enquanto ouvia canções cheias de emoção, mais dopamina era liberada. Ou seja: ouvir músicas tristes, mesmo que nos entristeça, ao mesmo tempo nos faz sentir bem, e nos motiva a apertar novamente o gatilho que causou a sensação. No caso, ouvir o chororô musical de novo e de novo. E assim elas disparam para o topo das paradas. Outro segredinho dessa nossa fascinação pelas canções deprês é, segundo o psicólogo britânico John Sloboda, um elemento musical característico chamado de apogiatura — um tipo de nota musical que cria um som dissonante e gera tensão no ouvinte. Quando a apogiatura passa e as notas voltam à melodia familiar, a sensação é boa, e é nesses momentos que a gente desaba e cede à emoção. Quanto mais apogiaturas uma música tem, maior é o ciclo de tensão e alívio que ela cria, e a emoção ao ouví-la é ainda mais forte.


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22 de jan de 2014

Diagrama de sonhos ajuda no diagnóstico de psicose



Poucos ramos da medicina dependem tanto da experiência e da sensibilidade do médico quanto a psiquiatria –até agora. Se der certo a invenção de um grupo de neurocientistas e físicos brasileiros, em alguns diagnósticos difíceis de psicoses ela poderá usar menos arte e mais ciência: análises quantitativas de relatos de sonhos. Pesquisadores das universidades federais do Rio Grande do Norte (UFRN) e de Pernambuco (UFPE), liderados pelo neurocientista Sidarta Ribeiro e pelo físico Mauro Copelli, estão propondo um método automatizado para definir se um paciente é esquizofrênico ou bipolar. A primeira autora é a psiquiatra Natália Mota, da UFRN. O trabalho foi publicado eletronicamente, quarta-feira, no periódico "Scientific Reports", do grupo Nature. A psiquiatria conta com vários questionários padronizados, porém dependentes da interpretação do médico. Eles resultam em pontuações úteis para fixar diagnósticos. Não existe, porém, um teste quantitativo para apoiar o diagnóstico de psicoses, ao estilo de um exame de sangue capaz de indicar se a pessoa é diabética ou não. Psicoses como a esquizofrenia e o transtorno bipolar se caracterizam, entre outros sintomas, por alterações no discurso (fala) dos pacientes. Um esquizofrênico pode se mostrar mais quieto, lacônico. Já um bipolar, na fase maníaca, costuma tornar-se verborrágico, falando sem parar. Em 2012, o grupo do Nordeste já havia publicado um primeiro artigo sobre a análise dos relatos de pacientes com o uso de grafos (diagramas em que palavras são representadas como nós, e a sucessão entre elas, por arcos).

Editoria de Arte/Folhapress
 NA TRILHA DE FREUD
 Agora, os autores deram um passo adiante. Para isso, seguiram a pista dada por Sigmund Freud (1856-1939), no clássico psicanalítico "A Interpretação dos Sonhos" (1899), de que o universo onírico dá acesso privilegiado às profundezas da mente. Eles mostraram que os relatos de sonhos, quando submetidos ao método, são mais informativos para o diagnóstico diferencial do que os de eventos da vigília. Ao relatar fatos da vida consciente, a pessoa tende a seguir a ordem cronológica. Isso resulta em grafos mais simples. Já o paciente acordado, ao contar um sonho, tenta reproduzir sua estrutura, o que faz transparecer perturbações no discurso. "O relato do sonho é um produto totalmente pessoal, muito mais patognomônico [revelador da doença]", diz Sidarta Ribeiro. A análise dos padrões dos grafos, aplicada à fala de pacientes já diagnosticados como esquizofrênicos e como bipolares, revelou-se especialmente precisa para discriminar um grupo do outro. Essa capacidade de diferenciação não se perdeu quando os relatos foram recortados em pedaços de tamanhos diferentes. Ou seja, ela não era produto apenas da verborragia ou do laconismo do paciente. Tampouco desapareceu quando eles foram traduzidos para outras línguas (inglês, espanhol, francês e alemão). Dito de outro modo, o método parece ser válido independentemente da língua do médico ou do paciente. Na realidade, o método pode ser aplicado automaticamente, por um computador que seja capaz de transformar a fala do paciente em grafos e analisá-la. O grupo criou um software para isso, disponível na internet. "Vai ser tão útil para o psiquiatra quanto um raio-X para o ortopedista", afirma Ribeiro. "Não vai dizer se [o paciente] é esquizofrênico ou não, só fornecer a medida de um sintoma." É possível falar em medida porque dos grafos se obtêm expressões matemáticas do grau de complicação do percurso linguístico seguido pela narrativa. Os itinerários dos relatos de sonhos de bipolares tendem a ser muito mais "conectados", quer dizer, cheios de idas e vindas. O neurocientista acredita que o método será útil, também, para detectar a tendência de jovens para desenvolver psicoses e para avaliar a eficácia e a evolução de tratamentos para os distúrbios.
 POTENCIAL
 "[A linha de pesquisa da UFRN] É extremamente interessante", diz o psiquiatra Helio Elkis, coordenador do Programa de Esquizofrenia (Projesq) do Instituto de Psiquiatria da USP, que já a conhecia. Elkis ressalva tratar-se de uma prova de princípio, que precisa ser reproduzida por outros grupos, pois o número de pacientes (60) foi pequeno. "Mas dizer que vai substituir o diagnóstico? Acho que não." O artigo anterior sobre o tema, de 2012, já havia despertado o interesse do grupo de Lena Palaniyappan, neurocientista da Universidade de Nottingham (Reino Unido), que tem em vista uma colaboração com a UFRN. "[A abordagem] É muito atraente para neurocientistas e psiquiatras clínicos do mundo todo", afirmou Palaniyappan por e-mail. "Se [vier a ser] usada amplamente, tem potencial para permitir que testes clínicos avaliem tratamentos para problemas mentais e de linguagem nas psicoses." "Eles usaram métodos sofisticados de análise para tentar identificar características associadas a transtornos psiquiátricos, o que é uma estratégia engenhosa e com um bom potencial clínico", diz Marco Aurélio Romano-Silva, da UFMG.