TEMÁTICA


“Uma boa teoria deve satisfazer a dois requisitos: Precisa descrever com precisão um número razoável de observações, com base em um modelo que contenha poucos elementos arbitrários; e deve prever com boa margem de definição resultados de observações futuras. Qualquer teoria é sempre provisória, no sentido de que é apenas uma hipótese, você nunca poderá prová-la em definitivo. Não importa quantas vezes os resultados das experiências estejam de acordo com algumas teorias, não se pode ter certeza de que a próxima vez o resultado não irá contradizê-las. Por outro lado, você pode refutar uma teoria por encontrar uma única observação que não concorde com as suas previsões”

Stephen Hawking (Uma Breve História do Tempo)

As informações aqui contidas não têm caráter de aconselhamento e muito menos de diagnóstico.

Consulte sempre um profissional da saúde.

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27 de nov. de 2012

Alimentos que ajudam a prevenir o câncer



 Há muito a ser descoberto sobre câncer, e há algumas coisas que a medicina já sabe. Uma delas é que há uma relação entre alimentação e a incidência da doença – mais particularmente, sabe-se que substâncias presentes em alguns alimentos atuam como fator de proteção contra os tumores. Em São Paulo, o Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP, o Incor e unidades da Secretaria de Estado da Saúde criaram o programa Meu Prato Saudável, para conscientizar a população do papel da alimentação na prevenção de vários tipos de tumores.
O PRATO IDEAL
- Metade do prato deve ser preenchido com verduras e legumes (crus e cozidos), de preferência de cores diferentes (a cor do alimento indica o tipo de nutriente que ele tem, logo, quanto mais variada for, maior será a diversidade de nutrientes que a pessoa vai ingerir).

- 1/4 deve ser ocupado com um alimento rico em proteína (carne de boi, frango, peixe, ovos, com pouca gordura). Essa parte pode ser complementada com leguminosas (feijão, grão de bico, soja, lentilha)

-1/4 deve ser ocupado com com alimentos ricos em carboidratos, de preferência em sua forma integral, rico em fibras (arroz, massas, batatas, mandioca, mandioquinha, farinhas) Eu sei que está longe do que a gente costuma rotineiramente fazer, que é encher o prato com carboidratos, carnes e deixar um espaço pequeno pra uma saladinha ou legume. Mas é sempre possível mudar. Tudo é questão de hábito.

OUTRAS RECOMENDAÇÕES
- Aumentar o consumo de alimentos preventivos do câncer, como brócolis, pimentão, cebola, alho, chá verde, rabanete;

- Aumentar o consumo de fibras para 25g a 35g por dia. O consumo de seis porções diárias de grãos integrais e pães e cereais ricos em fibras ajudará a atingir este objetivo;

- Reduzir o consumo de gorduras, dando preferência a preparações naturais, assados, grelhados ou cozidos;

- Limitar o consumo de carnes vermelhas para menos de três vezes por semana, e mesmo assim dar sempre preferência a carnes magras. As carnes brancas, como filé de peito de frango, filé de peito de chester ou filé de peixe são boas opções;

- Evitar o consumo de alimentos em salmoura, curados, em conservas e defumados;

- Evitar ou moderar o consumo de bebidas alcoólicas;

 - Acumular 30 minutos de atividades físicas por dia, cinco dias por semana.

Fonte:
Simone Iwasso,  é atualmente chefe de reportagem da editoria Vida do Estadão. Por necessidade profissional e curiosidade pessoal, vasculha as pesquisas médicas e científicas em busca das descobertas que nos ajudam a viver melhor.

21 de ago. de 2012

Como identificar uma pinta perigosa?


Quem tem muitas pintas deve ir rotineiramente ao dermatologista para checá-las. Em caso de pinta ou ferida suspeita, é feita uma biópsia. O objetivo é detectar o câncer o mais cedo possível, já que câncer de pele é curável no início. Você também pode aumentar suas chances de detecção precoce, examinando regularmente sua própria pele. O ideal é fazer o auto-exame algumas vezes ao ano, assim você acabará conhecendo sua pele em detalhes. O que procurar? Observe a regra ABCDE de perigo, que indica sinais sugestivos de melanoma. A: Assimetria. Pintas cancerosas são assimétricas enquanto as benignas geralmente são simétricas. B: Bordas irregulares. Suspeite de bordas com reentrâncias ou saliências. C: Cor da pinta. Pintas cancerosas costumam ter dois ou mais tons de cores. D: Diâmetro. Suspeite de pintas com mais de 6 mm de diâmetro. E: Expansão. Pintas cancerosas crescem enquanto pintas inofensivas em geral se mantêm do mesmo tamanho. Qualquer desses sinais é um alerta. Existem outros sinais, como uma pinta que coça ou uma ferida que não cicatriza em duas semanas. Em caso de dúvida você deve procurar um médico para checar se a pinta ou a ferida suspeita é câncer de pele.
 Por Lucia Mandel

4 de out. de 2011

O que é Linfoma Não-Hodgkin?

Getty Images
VISÃO GERAL
Linfomas são neoplasias (crescimento das células) malignas que se originam nos linfonodos (gânglios), muito importantes no combate às infecções.
Existem trinta ou mais subtipos de linfomas específicos, mas para simplificar a classificação muitos oncologistas agrupam os vários subtipos de acordo com a velocidade média de crescimento e progressão do linfoma: muito lentamente (baixo grau) ou muito rapidamente (alto grau ou agressivo).
Graças ao conhecimento da maneira pela qual os tipos específicos de linfoma progridem, pode-se determinar a possibilidade de progressão lenta ou rápida e os tipos de terapia necessários a esses subtipos.
A classificação dos tipos específicos de linfoma leva em consideração o padrão da biópsia do linfonodo feita ao microscópio e o tipo celular predominante dos linfócitos (T ou B).
O número de casos praticamente duplicou nos últimos 25 anos, particularmente entre pessoas acima de 60 anos por razões ainda não esclarecidas.

FATORES DE RISCO
Os poucos conhecidos fatores de risco para o desenvolvimento de Linfomas Não-Hodgkin são:
1.Sistema imune comprometido: pessoas com deficiência de imunidade, em consequência de doenças genéticas hereditárias, uso de drogas imunossupressoras e infecção pelo HIV, têm maior risco de desenvolver linfomas. Pacientes portadores dos vírus EpsteinBarr, HTLV1, e da bactéria Helicobacter pylori (que causa úlceras gástricas), têm risco aumentado para alguns tipos de linfoma
2.Exposição Química: os Linfomas Não-Hodgkin estão também ligados à exposição a certos agentes químicos, incluindo pesticidas, solventes e fertilizantes. Herbicidas e inseticidas têm sido relacionados ao surgimento de linfomas em estudos com agricultores e outros grupos de pessoas que se expõem a altos níveis desses agentes químicos. A contaminação da água por nitrato, substância encontrada em fertilizantes, é um exemplo de exposição que parece aumentar os riscos para doença
3.Exposição a altas doses de radiação. Tomam medicamentos devido ao transplante de órgãos.
É importante salientar que muitos indivíduos com linfoma não se incluem nesses grupos de risco, e também que a maioria dos que se encontram nesses grupos nunca desenvolve a doença.
SINTOMAS
Muitos pacientes costumam notar linfonodos aumentados no pescoço, axilas ou virilha. O aumento dos linfonodos é menos frequente próximo às orelhas, cotovelo, na garganta ou próximo às amídalas.
Raramente, a doença pode se iniciar em outro local, como ossos, pulmões ou pele. Nesses casos, os pacientes costumam apresentar sintomas referentes ao envolvimento local, como dor óssea, tosse, dor no peito, erupções ou nódulos na pele.
Os pacientes também podem apresentar sintomas como febre, calafrios, suor exagerado (principalmente à noite), fadiga, perda de apetite ou perda de peso e durante o exame médico, pode ser percebido o baço aumentado.
Em alguns casos, é possível que a doença seja descoberta somente durante um exame médico "de rotina" ou enquanto o paciente esteja sob tratamento de uma condição não relacionada.
Principais sintomas
1.Aumento dos linfonodos do pescoço, axilas e/ou virilha
2.Sudorese noturna excessiva
3.Febre
4.Prurido (coceira na pele)
5.Perda de peso inexplicada.
DIAGNÓSTICO
São necessários vários tipos de exames para o diagnóstico adequado dos Linfomas Não-Hodgkin. Esses exames permitem determinar o tipo exato de linfoma e esclarecer outras características, cujas informações são úteis para decisão da forma mais eficaz de tratamento a ser empregado.
BIOPSIA
Durante a biópsia, é retirada pequena porção de tecido (em geral linfonodos) para análise em laboratório de anatomia patológica. Há vários tipos de biópsia, incluindo os seguintes:
-Biópsia excisional ou incisional: através de uma incisão na pele, retirase o linfonodo por inteiro (excisional) ou uma pequena parte do tecido acometido (incisional). É considerado o padrão de qualidade para o diagnóstico dos linfomas
Punção aspirativa por agulha fina: retira-se pequena porção de tecido por aspiração através de agulha
-Biópsia e aspiração de medula óssea: retira-se pequena amostra da medula óssea (biópsia) ou do sangue da medula óssea (aspiração) através de uma agulha. Este exame é necessário para definir se a doença estende-se também à medula óssea, informação importante que pode ter implicações no tratamento a ser empregado
-Punção lombar: retira-se pequena porção do líquido cerebroespinhal (líquor), que banha o cérebro e a medula espinhal (não confundir com medula óssea). Esse procedimento determina se o sistema nervoso central foi atingido.
EXAMES DE IMAGEM
Estes exames são usados para determinar a localização dos sítios acometidos pela doença:
-Radiografias de tórax: podem detectar tumores no tórax e pulmões
-Tomografia Computadorizada: visualiza internamente os segmentos do corpo por vários ângulos, permitindo imagens detalhadas
-Ressonância Nuclear Magnética (RNM): também produz imagens detalhadas dos segmentos corporais
-Cintigrafia com Gálio: uma substância radioativa que, ao ser injetada no corpo, concentra-se principalmente em locais comprometidos pelo tumor. Uma câmera especial permite ver onde o material radioativo se acumulou, e determinar o quanto se disseminou a doença.
ESTUDOS CELULARES
Junto com biópsias e exames de imagem, são utilizados alguns testes que ajudam a determinar características específicas das células nos tecidos biopsiados, incluindo anormalidades citogenéticas tais como rearranjos nos cromossomos, comuns nos linfomas. Esses testes permitem também realizar estudos de receptores para antígenos específicos nas células linfomatosas, que servem tanto para definir a origem celular, como também para estimar o prognóstico do paciente. Estes testes incluem:
-Imunohistoquímica: anticorpos são utilizados para distinguir entre tipos de células cancerosas
-Estudos de Citogenética: determinam alterações no cromossomos das células
-Citometria de Fluxo: as células preparadas na amostra são passadas através de um feixe de laser para análise
-Estudos de Genética Molecular (Biologia Molecular): testes altamente sensíveis com DNA e RNA para determinar alterações genéticas específicas nas células cancerosas.
Novos testes e procedimentos diagnósticos estão surgindo a partir de trabalhos com a análise do genoma e expressão gênica. Parecem trazer informações importantes no futuro, mas na atualidade ainda são experimentais.

CLASSIFICAÇÃO
Classificar o tipo de linfoma pode ser uma tarefa bastante complicada, mesmo para hematologistas e patologistas. Os Linfomas Não-Hodgkin são, de fato, um grupo complexo de quase 40 formas distintas desta doença.
Após o diagnóstico, a doença é classificada de acordo com o tipo de linfoma e o estágio em que se encontra (sua extensão). Estas informações são muito importantes para selecionar adequadamente a forma de tratamento do paciente, e estimar seu prognóstico.
Os Linfomas Não-Hodgkin são agrupados de acordo com o tipo de célula linfoide, se linfócitos B ou T. Também são considerados tamanho, forma e padrão de apresentação na microscopia. Para tornar a classificação mais fácil, os linfomas podem ser divididos em dois grandes grupos:

Indolentes e Agressivos.
Os linfomas indolentes têm um crescimento relativamente lento. Os pacientes podem apresentar-se com poucos sintomas por vários anos, mesmo após o diagnóstico. Entretanto, a cura nestes casos é menos provável do que nos pacientes com formas agressivas de linfoma.
Esses últimos podem levar rapidamente ao óbito se não tratados, mas, em geral, são mais curáveis. Os linfomas indolentes correspondem aproximadamente a 40% dos diagnósticos, e os agressivos, aos 60% restantes.

Estadiamento
Uma vez diagnosticada a doença, segue o procedimento denominado estadiamento. Consiste em determinar a extensão da doença no corpo do paciente. São estabelecidos quatro estágios, indo de I a IV. No estágio I observa-se envolvimento de apenas um grupo de linfonodos. Já no estágio IV temos o envolvimento disseminado dos linfonodos. Além disso, cada estágio é subdividido em A e B (exemplo: estágios 1A ou 2B). O "A" significa assintomático, e para pacientes que se queixam de febre, sudorese ou perda de peso inexplicada, aplica-se o termo "B".

TRATAMENTO
A maioria dos linfomas é tratada com quimioterapia, radioterapia, ou ambos. A imunoterapia está sendo cada vez mais incorporada ao tratamento, incluindo anticorpos monoclonais e citoquinas, isoladamente ou associados à quimioterapia.
A quimioterapia consiste na combinação de duas ou mais drogas, sob várias formas de administração, de acordo com o tipo de Linfoma Não-Hodgkin. A radioterapia é usada, em geral, para reduzir a carga tumoral em locais específicos, para aliviar sintomas relacionados ao tumor, ou também para consolidar o tratamento quimioterápico, diminuindo as chances de recaída em certos sítios no organismo mais propensos à recaída.
Para linfomas com maior risco de invasão do sistema nervoso (cérebro e medula espinhal), faz-se terapia preventiva, consistindo de injeção de drogas quimioterápicas diretamente no líquido cérebro-espinhal, e/ou radioterapia que envolva cérebro e medula espinhal. Naqueles pacientes que já têm envolvimento do sistema nervoso no diagnóstico, ou desenvolvem esta complicação durante o tratamento, são realizados esses mesmos tratamentos; entretanto, as injeções de drogas no líquido cérebro-espinhal são feitas com maior freqüência.
Imunoterapias, particularmente interferon, anticorpos monoclonais, citoquinas e vacinas tumorais estão sendo submetidos a estudos clínicos para determinar sua eficácia nos Linfomas Não-Hodgkin. Para algumas formas específicas de linfoma, um dos anticorpos monoclonais já desenvolvidos, denominado Rituximab, mostra resultados bastante satisfatórios, principalmente quando associada à quimioterapia. No caso dos linfomas indolentes, as opções de tratamento podem ir desde apenas observação clínica sem início do tratamento, até tratamentos bastante intensivos, dependendo da indicação mais adequada.
Fonte: http://yahoo.minhavida.com.br

13 de set. de 2011

Conheça os cânceres que afetam o aparelho reprodutor feminino


Desde sua primeira menstruação, é recomendável que a mulher crie o hábito de consultar um ginecologista regularmente. Essa é uma atitude preventiva essencial para que ela cuide da sua saúde íntima e evite que alguma doença seja descoberta apenas em estágios bastante avançados.


Um dos problemas que mais preocupa médicos e pacientes é, sem sombra de dúvida, o câncer, enfermidade que pode atingir os diversos órgãos do aparelho reprodutor feminino. Por isso, a mulher que se preocupa com a sua saúde, também aprende a se conhecer muito bem para identificar os primeiros sintomas de quando alguma coisa está errada.


De acordo com a especialista em oncologia ginecológica e coordenadora do Programa de Prevenção do Câncer Ginecológico do Hospital Amaral Carvalho de Jaú (SP), Lenira Maria Queiroz Mauad, é preciso primeiramente entender que o aparelho reprodutor feminino é formado por um órgão externo (vulva) e outros internos (vagina, útero, trompas de falópio e ovários). "Todos esses órgãos são passíveis de desenvolver câncer e cada prognóstico irá levar a um tratamento específico", afirma. 
Conheça os cânceres que afetam o aparelho reprodutor feminino - Foto: Getty Images
Mauad explica também que a mama não é considerada órgão do sistema reprodutor, embora esteja intimamente relacionada a ele. "Nos países desenvolvidos, o câncer mais comum é o do endométrio, seguido pelo câncer do ovário e depois, colo do útero, vagina e trompas. Já no Brasil, há diferentes dados de acordo com a região, mas, ao que tudo indica, o mais frequente é o câncer do colo do útero, seguido pelo do endométrio e ovário", esclarece.


Apesar da maior incidência de câncer na mulher ser mesmo o de mama, dados do Instituto Nacional do Câncer indicam que, no ano de 2008, 4.812 mulheres brasileiras foram vítimas do câncer de colo de útero. Naquele ano, o câncer de mama contabilizou 11.860 mortes. "O que torna um câncer mais perigoso é seu comportamento, como ele se espalha para os outros órgãos. O câncer de mama tende a ser de pior comportamento se considerarmos casos iniciais, porque pode se espalhar pelo sangue e voltar mesmo depois de vários anos de tratamento", diz a médica.  
Conheça os cânceres que afetam o aparelho reprodutor feminino - Foto: Getty Images
Causas e sintomas 
A ginecologista esclarece que todos os tipos de câncer apresentam sintomas quando em fases já avançadas. Portanto é imprescindível que as mulheres se submetam a exames periódicos de prevenção e detecção precoce. Alguns dos sintomas mais comuns em cada tipo de câncer do aparelho reprodutor feminino são:


Câncer do colo do útero: Segundo a especialista, esse tipo muitas vezes está relacionado à infecção pelo vírus HPV, transmitido sexualmente. No entanto, vários fatores de risco associados, como tabagismo, uso de pílulas, higiene inadequada, mudança frequente de parceiros e outras infecções concomitantes, aumentam o risco do aparecimento e progressão das lesões pré-tumorais.


Em relação aos sintomas, o câncer de colo de útero geralmente provoca corrimento vaginal (às vezes sanguinolento), sangramento nas relações sexuais e dor pélvica em casos mais avançados. "As lesões iniciais e pré-tumorais, não causam sintomas e podem ser detectadas pelo exame ginecológico e pelo teste de Papanicolau", alerta. 
Conheça os cânceres que afetam o aparelho reprodutor feminino - Foto: Getty Images

Câncer de endométrio (corpo do útero):De acordo com a especialista, o câncer de endométrio geralmente está relacionado a desequilíbrios hormonais, obesidade na perimenopausa e menopausa, diabetes e pressão alta. "Esse tipo de câncer também pode ser induzido pelo uso inadequado de terapia hormonal para tratamento de sintomas da menopausa", explica.

Câncer de vulva: Na mulher jovem, o câncer de vulva, muitas das vezes, aparece relacionado à infecção pelo HPV. Nas mulheres mais velhas, pode evoluir a partir da coçadura crônica causada por alterações da pele da vulva. Esse tipo de câncer apresenta como principais sintomas, além das coceiras crônicas, o aparecimento de úlceras, feridas ou gânglios na região inguinal.

Câncer do ovário: Para Mauad, no caso do câncer de ovário, o fator hereditário é bastante determinante, apesar da doença também se manifestar frequentemente em mulheres que não engravidaram, são inférteis e fizeram múltiplos tratamentos para indução de ovulação. "Embora estes não sejam os fatores causais, aumentam o risco", afirma.


É possível prevenir?
A especialista explica que os cuidados com alimentação, prática de exercícios físicos regulares e sexo com proteção, aliados à atitude de evitar vícios, como o cigarro e o álcool, são medidas gerais que ajudam muito a prevenir todos os tipos de câncer.

"Mas o grande aliado das mulheres no combate a esses tumores é o seu ginecologista. A realização de exames periódicos e orientação adequada sobre os cuidados a serem tomados nas diferentes fases da vida, é decisiva na luta contra o câncer feminino", finaliza Mauad.
Por Minha Vida (Yahoo)

7 de fev. de 2011

Coração pode ter câncer?



Embora sejam extremamente raros - algo em torno de 0,001% a 0,3% de todas as neoplasias -, casos de câncer no coração existem. A maioria deles (75%) é do tipo benigno. "O diagnóstico pode ser feito por meio de ecocardiograma, tomografia ou ressonância. A maioria dos diagnósticos, no entanto, é tardio, especialmente para os malignos", afirma Marco Antônio de Mattos, diretor-geral do Instituto Nacional do Coração (INC). Segundo o pneumologista Mauro Zamboni, do Instituto Nacional do Câncer (Inca), o coração é mais acometido por metástases de outros tumores malignos, principalmente os intratorácicos, como o câncer de pulmão, ou de outros órgãos, como o de mama. "Nesses casos, a complicação é grave porque caracteriza uma fase avançada da doença, e os resultados dos tratamentos são, em geral, decepcionantes", afirma Mattos. Uma curiosidade: o baterista Eric Carr, que integrou o grupo Kiss, morreu em 24 de novembro de 1991, aos 41 anos, de um tipo raro de câncer no coração.
Fonte: Revista Galileu

9 de jan. de 2011

COMO PREVENIR E IDENTIFICAR CASOS DE CÂNCER

Profissionais do Hospital A.C. Camargo indicam como manter a saúdem em ordem e detectar tumores mais cedo

por Redação Galileu
Editora Globo
A palavra câncer assusta muita gente. Mas diagnosticar e tratar um tumor precocemente pode aumentar muito as chances de cura. Por isso, selecionamos algumas dicas de especialistas do Hospital A.C. Camargo, de São Paulo, que podem te ajudar a prevenir e até procurar um médico caso desconfie estar com algum tipo de câncer.
O Hospital é responsável por 60% da produção científica envolvendo oncologia de todo o País e identifica e trata 14 mil casos da doença ao ano. Para diminuir as chances de apresentar tumores, dicas básicas como manter uma alimentação saudável, não exagerar no álcool, fazer exercícios regularmente e não fumar valem para praticamente todos os tipos de câncer.
Confira abaixo algumas dicas para diminuição de riscos dos tipos mais comuns de câncer:


Colo do útero Por ser causado por vírus, pode ser prevenido facilmente com o uso de camisinha durante as relações sexuais e visitas regulares ao ginecologista para a realização do exame papanicolau. Evite cigarro e mantenha a região genital bem higienizada.
Intestino
Os tumores de intestino e reto, um dos mais comuns em homens e mulheres, podem ser evitados com alimentação saudável. São mais comuns em pessoas acima dos 50 anos e a prevenção engloba uma dieta rica em frutas, vegetais, fibras, cálcio e com pouca gordura animal, bebidas alcoólicas e carne vermelha. Pesquisas recentes relacionam a doença a embutidos e defumados. Com diagnóstico precoce, a taxa de cura é de cerca de 95%.
Pele
O tipo de câncer mais comum no mundo. No Brasil, 120 mil pessoas são diagnosticados por ano. O crescimento de pintas no corpo pode ser o melanoma, um dos sintomas mais frequentes e agressivos. Para evitar a doença, evite ficar exposto ao sol entre 10h e 16h, use chapéu, guarda sol, óculos, filtro solar (no mínimo, de FPS 15). Ao sinal de qualquer mancha diferente na pele, procure um dermatologista.
Mama Cerca de 90% dos casos do tumor feminino mais comum têm cura quando há diagnóstico precoce. Especialistas indicam a realização do exame de mamografia anualmente a partir dos 40 anos. Quem tem casos deste tipo de câncer na família deve procurar aconselhamento médico mais cedo e fazer acompanhamento com um mastologista. Exercícios e alimentação saudável também ajudam.
Editora Globo
Pulmão
O tipo de câncer que mais mata no Brasil, é muito mais comum entre fumantes. Quem fuma deve parar e consultar um médico pneumologista para realização de exames como radiografia do tórax e tomografia computadorizada. Apenas um em cada dez casos não está relacionado ao cigarro, mas os não fumantes pode tentar prevenir a doença com exercícios regulares e também check-ups médicos.
Estômago
É mais comum a partir dos 50 anos, mas não há idade indicada para realização de endoscopia. Especialistas do hospital A.C. Camargo indicam a procura de um médico para realização do exame quando há azia, má digestão e dores abdominais frequentes. A prevenção envolve hábitos alimentares saudáveis, com vegetais, frutas, fibras e eliminação de bebidas alcoólicas e cigarro.
Esôfago
Este tipo de câncer está ligado ao cigarro, bebidas, lesões no esôfago, deficiência de ferro e presença de bactérias. Para evitá-lo, é essencial manter estômago e intestino funcionando bem e evitar álcool e defumados. Quem tem casos na família e refluxo – 20 milhões de brasileiros têm – também deve procurar um especialista.


Boca
Os principais sintomas são feridas que não cicatrizam na boca em no máximo duas semanas, manchas brancas ou vermelhas nos lábios. Dificuldades para falar e mastigar, dor, emagrecimento rápido e até presença de caroços no pescoço podem ser sinais da doença. Para prevenir é necessário evitar o cigarro e bebidas, principalmente destiladas; escovar os dentes com frequência; ajustar bem próteses e aparelhos dentários; não utilizar enxaguante bucal com álcool na fórmula, que provoca irritações.

Tireóide
Três vezes mais frequente em mulheres, pode ser identitificado pela presença de nódulos tireoidianos e gânglios linfáticos na região do pescoço e rouquidão. Além disso, é importante que a pessoa procure um médico quando alguém na família já teve a doença.
Retina
Chamado de retinoblastoma, 90% dos casos do tumor ocular acontecem em crianças de até cinco anos. Os principais sinais são o estrabismo e a pupila aparecer branca, em vez de vermelha, em fotografias com flash e histórico familiar de tumor ósseo ou retinoblastoma.
Leucemia
Não existem sintomas claros de leucemia, câncer mais frequente em crianças de 2 a 5 anos, mas ela tem alto índice de cura. Segundo especialistas do A.C.Camargo, quatro em cada cinco crianças são curadas com tratamento. Alguns dos sinais que podem indicar a doença e necessitam de avaliação médica são anemia, fadiga, cansaço, desânimo, dificuldade para andar, sangramentos e febres ocasionais.

23 de ago. de 2010

Câncer de pênis atinge 2% dos brasileiros, sobretudo no Norte e Nordeste

Câncer de pênis atinge 2% dos brasileiros, sobretudo no Norte e Nordeste
Doença é associada a maus hábitos de higiene; diagnóstico tardio pode levar à amputação
23 de agosto de 2010 | 16h 54
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estadão.com.br
SÃO PAULO - Patologia pouco comentada no Brasil, o câncer de pênis atinge hoje 2% da população masculina do País, segundo a Sociedade Brasileira de Urologia. Associada a maus hábitos de higiene, a doença é bastante invasiva e alcança índices alarmantes nas regiões Norte e Nordeste, onde chega perto de 10%.

Segundo o urologista Alexandre Crippa, do Hospital das Clínicas da FMUSP, ligado à Secretaria de Estado da Saúde, em alguns países subdesenvolvidos a incidência é ainda maior, afetando principalmente homens a partir dos 30 anos.

O Hospital das Clínicas recebe cerca de 60 pacientes com câncer de pênis por ano, de vários Estados. Desse total, em 80% dos casos há necessidade de amputação do membro. O número é preocupante pela gravidade e complexidade em que os casos chegam até o hospital, todos com urgência cirúrgica.

Os sintomas são facilmente caracterizados, por parecer com uma úlcera e formar feridas no pênis. É aí que está o perigo. "A maioria dos pacientes não acredita que isso possa ser um câncer e demora a procurar ajuda médica, prejudicando o tratamento e a cura", afirma Crippa.

O urologista destaca que muitos pacientes optam pela automedicação. "Eles pedem ajuda a farmacêuticos e, muitas vezes, tratam com antibióticos e pomadas, por confundir os sintomas com os de doenças sexualmente transmissíveis. Somente quando a medicação não faz efeito e os sintomas se agravam, é que a pessoa procura ajuda médica", revela.

Crippa explica que a fimose pode ser um fator de risco para a consolidação da doença, pois dificulta a higienização do pênis. "O rapaz que tem fimose sente dificuldades na limpeza, e isso faz com que ele sofra agressões químicas. Ao longo do tempo, surgem microtraumas que podem desencadear o câncer", alerta.

Doença invasiva

O tratamento geralmente é feito por meio de cirurgia, pois o câncer avança de maneira rápida e causa traumas que somente essa intervenção pode reparar a tempo. O especialista acrescenta que, em muitos casos, a doença apresenta-se em estágio avançado, o que torna necessária a amputação total do órgão sexual. Se tratado a tempo, o paciente sofre danos menores, que não o impedirão de ter uma vida sexual ativa.

Segundo Crippa, por causa da eventual mutilação, o diagnóstico precoce é fundamental, pois evita grande parte do sofrimento e sequelas. A prevenção do câncer é simples: basta estar atento à higiene comum, do dia a dia. "É necessária uma limpeza diária com água e sabão e um maior cuidado à região da glande", completa.
Muito antes disso, em 2007, a maltês Trouble, “filha” da milionária nova-iorquina Leona Helmsley, dona de uma cadeia de hotéis, vivia em uma cobertura no hotel Park Lane, no Central Park, Nova York. E não para por aí. Quando sua “mãe” faleceu, a pequena herdou uma fortuna de US$ 12 milhões, descrita em seu testamento de 14 páginas. Para o motorista ela deixou US$ 100 mil e para os netos, absolutamente nada.

Flossie, a cadela de Drew Barrymore, acordou-a durante um incêndio e salvou sua vida e de seu atual namorado em 2001. Agradecida a atriz decidiu deixar o imóvel, avaliado em US$ 3 milhões para o animal. Já os peludos da bilionária e apresentadora de TV Oprah Winfrey foram incluídos em seu testamento e receberão US$ 30 milhões de sua fortuna depois de sua morte.

+ Famosos amantes de animais

A cantora Katy Perry encontrou uma maneira diferente de homenagear sua gatinha ao nomear a empresa que gerencia sua carreira de Kitty Purry, nome da felina resgatada das ruas. Em entrevista ao site People Pets, disse que a gata é a verdadeira CEO do empreendimento, algo como chefe executiva. “Ela é a dona de minha empresa, que inclusive, leva o seu nome. Ela é uma verdadeira diva e me faz lembrar disso o tempo todo”, contou à publicação

8 de fev. de 2010

ESTUDO ASSOCIA REFRIGERANTE AO CÂNCER DE PÂNCREAS


Pessoas que bebem refrigerante duas ou mais vezes por semana têm mais chances de desenvolver o câncer de pâncreas, uma doença rara, mas fatal, afirmaram especialistas nesta segunda-feira.
Segundo o estudo, realizado em Cingapura, os riscos de um paciente apreciador de sucos de frutas desenvolver a doença é muito menor se comparado ao índice registrado pelo grupo de pessoas que têm o costume de beber refrigerante frequentemente.
A pesquisa, que envolveu 60.000 pessoas, mostrou que o açúcar é o grande vilão. O estudo, liderado pelo especialista Mark Pereira, da Universidade de Minnesota, ressaltou ainda que quem costuma tomar refrigerante têm outros hábitos que prejudicam a saúde.
"Os altos níveis de açúcar que contém os refrigerantes aumentam a insulina no organismo e contribuem para o desenvolvimento de um câncer de pâncreas", disse Pereira em uma declaração. A insulina, que ajuda o corpo a metabolizar o açúcar, é produzida pelo pâncreas.
A pesquisa, publicada na revista especializada Cancer Epidemiology, Biomarkers & Prevention, acompanhou durante 14 anos 60.524 homens e mulheres de Cingapura. Ao longo desse período, 140 voluntários desenvolveram câncer no pâncreas. Todos eles bebiam refrigerantes duas ou mais vezes por semana.
A conclusão do levantamento afirma que o refrigerante com açúcar pode aumentar em até 87% os riscos de se desenvolver a doença.
Susan Mayne, do Centro de Câncer, da Universidade de Yale, em Connecticut, EUA, disse que é prematuro utilizar o estudo como referência. Segundo a especialistas, faltam evidências, já que a pesquisa analisou um grupo pequeno de pessoas.
"O consumo de refrigerante em Cingapura foi associado a outros comportamentos nocivos à saúde, como fumar ou comer carne vermelha. Não podemos controlar alguns hábitos", afirmou Mayne.
O câncer de pâncreas é uma das formas mais fatais de câncer. Cerca de 230.000 pessoas têm essa doença no mundo. Das 37.680 diagnosticadas nos Estados Unidos anualmente, somente 3.390 conseguem sobreviver.
Fonte: Veja on line
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