TEMÁTICA


“Uma boa teoria deve satisfazer a dois requisitos: Precisa descrever com precisão um número razoável de observações, com base em um modelo que contenha poucos elementos arbitrários; e deve prever com boa margem de definição resultados de observações futuras. Qualquer teoria é sempre provisória, no sentido de que é apenas uma hipótese, você nunca poderá prová-la em definitivo. Não importa quantas vezes os resultados das experiências estejam de acordo com algumas teorias, não se pode ter certeza de que a próxima vez o resultado não irá contradizê-las. Por outro lado, você pode refutar uma teoria por encontrar uma única observação que não concorde com as suas previsões”

Stephen Hawking (Uma Breve História do Tempo)

As informações aqui contidas não têm caráter de aconselhamento e muito menos de diagnóstico.

Consulte sempre um profissional da saúde.

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5 de dez. de 2013

A AGONIA DO COLESTEROL


 Drauzio Varella

 Nunca me convenci de que essa obsessão para abaixar o colesterol, à custa de remédio, aumentasse a longevidade de pessoas saudáveis. Essa crença – que fez das estatinas o maior sucesso comercial da história da medicina – tomou conta da cardiologia a partir de dois estudos observacionais: Seven Cities e Framingham, iniciados nos anos 1950. Considerados tendenciosos por vários especialistas, o Seven Cities pretendeu demonstrar que os ataques cardíacos estariam ligados ao consumo de gordura animal, enquanto o Framingham concluiu que eles guardariam relação direta com o colesterol. A partir dos anos 1980, o aparecimento das estatinas (drogas que reduzem os níveis de colesterol) abafou as vozes discordantes e a classe médica foi tomada por um furor anticolesterol que contagiou a população. Hoje, todos se preocupam com os alimentos gordurosos e tratam com intimidade o “bom” (HDL) e o “mau” colesterol (LDL). As diretrizes americanas publicadas em 2001 recomendavam manter o LDL abaixo de 100, a qualquer preço. Ainda que fosse preciso quadruplicar a dose de estatina ou combiná-la com outras drogas, sem nenhuma evidência científica que justificasse tal conduta. Apenas nos Estados Unidos, esse alvo absolutamente arbitrário fez o número de usuários de estatinas saltar de 13 milhões para 36 milhões. Nenhum estudo posterior, patrocinado ou não pela indústria, conseguiu demonstrar que essa estratégia fez cair a mortalidade por doença cardiovascular. Cardiologistas radicais foram mais longe: o LDL deveria ser mantido abaixo de 70, alvo inacessível a mortais como você e eu. Seríamos tantos os candidatos ao tratamento, que sairia mais barato acrescentar estatina ao suprimento de água domiciliar, conforme sugeriu um eminente professor americano. Pois bem. Depois de cinco anos de análises dos estudos mais recentes, a American Heart Association e o American College of Cardiology, entidades sem fins lucrativos, mas que recebem auxílios generosos da indústria farmacêutica, atualizaram as diretrizes de 2001. Pasme, leitor de inteligência mediana como eu. Segundo elas, os níveis de colesterol não interessam mais. Portanto, se seu LDL é alto não fique aflito para reduzi-lo: o risco de sofrer ataque cardíaco ou derrame cerebral não será modificado. Em português mais claro, esqueça tudo o que foi dito nos últimos 30 anos. A indústria não sofrerá prejuízos, no entanto, as estatinas devem até ampliar sua participação no mercado. Agora serão prescritas para a multidão daqueles com mais de 7,5% de risco de sofrer ataque cardíaco ou derrame cerebral nos 10 anos seguintes, risco esse calculado a partir de uma fórmula nova que já recebe críticas dos especialistas. Se reduzir os níveis de colesterol não confere proteção, por que insistir nas estatinas? Porque elas têm ações anti-inflamatórias e estabilizadoras das placas de aterosclerose, que podem dificultar o desprendimento de coágulos capazes de obstruir artérias menores. O argumento é consistente, mas qual o custo/benefício? Recém-publicado no British Medical Journal, um artigo baseado nos mesmos estudos avaliados pelas diretrizes, mostrou que naqueles com menos de 20% de risco em 10 anos, as estatinas não reduzem o número de mortes nem de eventos mais graves. Nesse grupo, seria necessário tratar 140 pessoas para evitar um caso de infarto do miocárdio ou de derrame cerebral não fatais. Ou seja, 139 tomarão inutilmente medicamentos caros que em até 20% dos casos podem provocar dores musculares, problemas gastrointestinais, distúrbios de sono e de memória e disfunção erétil. A indicação de estatina no diabetes e para quem já sofreu ataque cardíaco, por enquanto resiste às críticas. Se você, leitor com boa saúde, toma remédio para o colesterol, converse com seu médico, mas esteja certo de que ele conhece a literatura e leu com espírito crítico as 32 páginas das novas diretrizes citadas nesta coluna. Preste atenção: mais de 80% dos ataques cardíacos ocorrem por conta do cigarro, vida sedentária, obesidade, pressão alta e diabetes. Imaginar ser possível evitá-los sentado na poltrona, à custa de uma pílula para abaixar o colesterol, é pensamento mágico.

16 de fev. de 2011

Anvisa quer banir drogas para emagrecimento



Foco são substâncias que atuam no sistema nervoso central

Combate à obesidade: apenas a substância orlistate, que age no intestino, continuará com venda liberada
Combate à obesidade: apenas a substância orlistate, que age no intestino, continuará com venda liberada(Stockbyte/Thinkstock)
Em 2009, foram vendidas no Brasil 67.500 toneladas de sibutramina. Nos países da União Europeia a venda da droga já é proibida desde 2010
O reinado dos remédios emagrecedores está por um fio. A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) quer banir a comercialização de todas as drogas usadas para emagrecer que atuam no sistema nervoso central: a sibutramina e os derivados de anfetamina (femproporex, dietilpropiona e mazindol). A única droga para o tratamento da obesidade cuja venda deverá continuar liberada é o orlistate (Xenical), que atua diretamente no intestino, reduzindo em cerca de 30% a absorção de gordura.
Desde o ano passado, a Anvisa vem impondo novas regras que endureceram os critérios de venda da sibutramina. Estudos indicam que o consumo dessa substância aumenta o risco de problemas cardíacos. Ela deixou de ser vendida como medicamento comum e passou a integrar a categoria dos anorexígenos, remédios que exigem receita especial.
A proposta de proibir os emagrecedores foi anunciada a especialistas e entidades médicas da área na semana passada e será publicada nesta quarta-feira no site da agência, junto com um parecer técnico. Para médicos endocrinologistas que atuam no combate à obesidade, a medida é radical demais e vai deixar os pacientes sem opção de tratamento, já que o controle da fome e da saciedade ocorre no cérebro.
"Quase metade da população brasileira tem sobrepeso. Muitos pacientes não conseguem perder peso com o tratamento clínico convencional, que inclui dieta e exercícios físicos. Como vamos controlar a obesidade desses pacientes sem mexer no cérebro?", diz o endocrinologista Márcio Mancini, chefe do departamento de obesidade do Hospital das Clínicas (HC) de São Paulo.
Estudo - Os benefícios dos remédios não superam os riscos. Esse é o principal argumento que a Anvisa pretende usar na próxima semana, durante audiência pública, para convencer a classe médica de que é melhor proibir de vez o uso de medicamentos usados para emagrecer. Segundo Dirceu Barbano, diretor da agência, o assunto vem sendo discutido desde o ano passado, quando a União Europeia baniu a sibutramina. "Quase nenhum outro país tem sibutramina. As anfetaminas também estão diminuindo. E não há notícia de que isso piorou ou atrapalhou o tratamento da obesidade." Em 2009, foram vendidas no país 67.500 toneladas de sibutramina.
Segundo Barbano, a Anvisa fez um levantamento interno e concluiu que, por mais que o medicamento seja controlado e indicado apenas para pacientes com determinados perfis, não há evidências suficientes que demonstrem que a perda de peso supera os riscos cardíacos. "A nossa proposta, sustentada por uma extensa pesquisa, é de retirada imediata desses produtos do mercado. A não ser que consigam nos demonstrar com dados consistentes que estamos errados e esses remédios são bons e seguros", diz.

1 de fev. de 2011

Comida imaginária dá sensação de saciedade


Pesquisa mostra que o ato de mastigar e engolir cada pedacinho de uma comida mentalmente diminui a vontade de realmente comê-la

Alessandro Greco, especial para o iG |



Foto: Getty Images
Imaginar o ato detalhado de comer uma barra de chocolate traz saciedade
Recriar mentalmente o ato de comer uma barra de chocolate, chegando ao detalhes de imaginar a mastigação de cada pedacinho, pode diminuir a vontade de comê-la de verdade. Parece um contra-senso, mas é o que afirmam pesquisadores liderados pelo psicólogo Carey Morewedge, da Universidade Carnegie-Mellon, nos Estados Unidos. “O Carey teve a ideia de que imaginar comer algo podia diminuir seu consumo real. Achei que era uma ideia louca e não esperava que funcionasse, mas como gosto de ideias malucas, decidimos fazer um experimento juntos. Para minha grande surpresa o efeito que o Carey tinha imaginado aconteceu”, disse ao iGJoachim Vosgerau, co-autor do artigo.
No trabalho, publicado nesta quinta na revista científica Science, os pesquisadores mostraram que o processo imaginativo de comer é suficiente para habituar uma pessoa às comidas imaginadas. Ou seja: de tanto imaginar comer, por exemplo, uma guloseima há uma diminuição da vontade de comer, um processo chamado de “habituação” pelos psicólogos. Um caso semelhante ao do barulho da rua que começa a passar desapercebido após convivermos muito com ele. “Esperamos que nossa técnica possa ajudar as pessoas a evitar alimentos pouco saudáveis”, afirmou Voegerau.
As delícias utilizadas na pesquisa foram queijo e chocolate e o resultado mostrou que quem imaginou comer grandes quantidades de uma das duas guloseimas se interessou menos por realmente devorá-las do que os que imaginaram comer só um pouquinho dela, comer outra comida ou estar fazendo algo diferente de comer. E aqui o “se interessou menos” é literal. Os pesquisadores colocaram na frente de todos os que participaram da pesquisa chocolate e queijo a vontade após eles passarem pelo processo de imaginá-los.
Técnica para parar de fumar
O resultado sugere também que a técnica pode ser usada para controlar o consumo de drogas e cigarros. “Se você quer parar de fumar um dos maiores problemas são os pensamentos recorrentes sobre fumar então a vontade de fumar tem de ser continuamente suprimida. Acreditamos que uma forma mais efetiva é não suprimir o pensamento sobre o cigarro, mas fazer exatamente o contrário. Imaginar o mais vividamente possível fumar um cigarro tragada por tragada. Isso irá diminuir a vontade de realmente fumar um cigarro”, explicou Vosgerau. “Eu mesmo fumei durante 19 anos e parei há 17 dias. Apliquei nossa técnica da imaginação inalando ar puro da mesma forma que inalava a fumaça do cigarro enquanto imaginava estar fumando um deles. Isso me ajudou a superar a vontade de fumar quando ela aparecia”.

31 de dez. de 2010

EXAGEROU NAS FESTAS?



Volte ao seu peso normal sem passar fome
Comendo direito, em 7 dias você já nota as calças mais folgadas. Será?

Cara-a-cara com a bacalhoada e rodeado por ovos de chocolate, não restou outra alternativa a não ser ceder às tentações que rechearam a mesa comemorativa da Páscoa? Contenha o desespero, pois a dieta não está perdida. Muito pelo contrário. Essas delícias todas escondem, além das calorias (sim, não vamos enganar você!), muitos benefícios.

A famosa bacalhoada, por exemplo, contém gorduras do tipo poliinsaturadas (aprenda a distinguir todos os tipos de gordura) como o ômega-3, capaz de reduzir o triglicérides da corrente sanguínea (gordura que costuma se acumular nas artérias). Se comparado com a carne vermelha, o bacalhau leva vantagem por apresentar menos colesterol (você sabe o que é colesterol?). A responsável pela equipe nutricional do Minha Vida, Roberta Stella, aponta outro ponto positivo do prato típico da Páscoa: a presença de azeite no preparo. Ela explica que o tempero é rico em gorduras monoinsaturadas, que estão relacionadas com a diminuição do colesterol considerado ruim para a saúde, o LDL.

Até as sobremesas comuns da Páscoa tão temidas pelos que querem ajustar o ponteiro da balança entram em cena para dar uma mãozinha ao bem-estar. A nutricionista explica que o chocolate contém triptofano, substância envolvida na produção de serotonina. A serotonina está ligada à regulação do humor, no controle da ansiedade e da depressão , lembra Roberta. (veja aqui muitos outros benefícios do chocolate)

Fim das comemorações
Mas não há benefício que se sustente frente a um exagero. Apesar das boas qualidades nutricionais desses alimentos, exceder as porções estraga qualquer boa intenção na hora de montar o prato ideal , alerta a especialista.

Para garantir um prato balanceado e sem transtornos para o emagrecimento, basta seguir as orientações básicas sobre os grupos alimentares (entenda a pirâmide alimentar) que devem compor cada refeição. Roberta ressalta que saborear um pouquinho de cada tentação pode ser uma cilada quando o assunto é emagrecimento. Se o prato principal contava com uma bacalhoada e seus acompanhamentos, e você ainda petiscou diferentes tipos de sobremesas, certamente houve um exagero , exemplifica.

Quando as calorias excessivas dominam o prato, os nutrientes ficam desbalanceados. Roberta afirma que, apesar da má fama da gordura se destacar, os carboidratos simples (descubra se os carboidratos realmente são os vilões do emagrecimento) presentes nos doces e as proteínas dos peixes também podem sofrer desequilíbrio na época da Páscoa.

A conseqüência do exagero para quem estava controlando o peso, além dos eventuais quilinhos extras, significa uma quebra na seqüência de uma boa alimentação. Segundo Roberta, é importante frisar que, nesses casos, o deslize pode levar à desistência do projeto de uma alimentação saudável. Ou pior: emendar um exagero no outro e causar um descontrole ainda maior no peso.

19 de nov. de 2010

10 ATITUDES PARA AJUDAR NO EMAGRECIMENTO

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Se você é daquelas pessoas que imaginam que emagrecer é uma simples questão de restrição de calorias está na hora de reavaliar as suas atitudes durante a dieta. Ter um novo pensamento, buscar novas ações e pensar que dieta é um período de mudanças que deve levar a uma alimentação adequada durante toda a vida é uma nova maneira de buscar, além do emagrecimento, uma melhor qualidade de vida.

Siga as dicas abaixo e mude a forma de fazer dieta:

1. Pense a longo prazo
Não importa a quantidade de peso que deseja emagrecer, você deve pensar em uma eliminação de peso gradual. Trabalhe com a perda de meio a um quilo por semana.

2. Tenha atitudes positivas
Pensamento positivo atrai atitudes corretas e estimulantes. Por isso, nada de desânimo ou de pensar que você não consegue ou que o mundo conspira contra o seu objetivo. Tudo na vida exige uma postura firme e determinação.

Pensamento positivo atrai atitudes corretas e estimulantes
3. Foco na meta de peso
A sua atenção deve estar focada no objetivo de peso e não nos alimentos que você pode comer ou deve evitar. A boa escolha alimentar será consequência.

4. Fuja do estresse e da ansiedade
Corte o mal pela raiz. Nenhum alimento por mais doce que ele seja será capaz de dar o fim no estresse e na ansiedade. Quando perceber que irá descontar nos alimentos todo o peso da rotina do dia, desvie a sua atenção daquele alimento que faz a luz vermelha da dieta piscar. Assistir a um bom filme, caminhar pelo bairro, ler um livro, ouvir música colocam o pensamento bem longe da alimentação.

5. Assuma a responsabilidade
Se você opta por dietas da moda ou altamente restritas, as chances de conseguir o que deseja e, principalmente, manter o peso, são mínimas. Assuma que a mudança na alimentação deve ser para a vida e não para a próxima festa ou encontro social. Não terceirize a vitória e o seu sucesso. Você somente irá conseguir se responsabilizando pelas suas atitudes.

6. Não se dê desculpas
Como resistir ao bombom ou ao doce que está na gaveta do escritório ou na despensa da cozinha? É quase impossível! Por isso, antes de plantar a sua própria armadilha, pense muito bem o porquê de deixar tão facilmente disponíveis esses alimentos tentadores. Você realmente quer emagrecer? Se sim, comece a oferecer esses alimentos para os seus amigos, livre-se deles. Evidentemente, você poderá comer um bombom, mas esporadicamente e não todos os dias.

7. Se cair, levante
Pessoas magras também exageram na alimentação. Elas não ganham peso porque logo em seguida retomam uma alimentação equilibrada em calorias. Se você exagerar, não faça disso o estopim para jogar o seu objetivo para o alto! No momento seguinte, retome a dieta e não faça uma restrição exagerada por conta disso como, por exemplo, dietas desintoxicantes, à base de sucos ou de sopas.

8. Prepare-se para experimentar
Em vez de pensar no que você não poderá comer, pense no que você poderá! Novos sabores, texturas e muitos novos alimentos que não fazem parte da sua rotina alimentar poderão ser provados. O seu paladar será estimulado, testado e você terá novos alimentos para variar as suas refeições.

9. Se informe
Quanto mais informações você tiver sobre alimentação saudável mais saberá diferenciar o que é correto ou não para o seu emagrecimento e para a sua saúde. Evite promessas de um rápido emagrecimento. Se a promessa é de eliminar mais do que 1 quilo por semana, cuidado! A sua saúde e autoestima estão em jogo.

10. Siga em frente
Mantenha sempre em mente as boas atitudes que não farão você desistir do seu objetivo final. Quanto mais certeza tiver de que está colhendo os resultados esperados, mais estimulado ficará para manter uma boa qualidade de vida e de peso por um longo período.
Fonte: Roberta Stella Especialidade: Nutrição

7 de set. de 2010

Homens fora de forma que trabalham demais estão mais propensos a morrer do coração



Estudo dinamarquês analisou 5.000 homens e foi publicado na revista 'Heart'

Getty
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Obesidade e trabalho pode não ser uma boa combinação
Se você está acima do peso, atenção: homens fora de forma que trabalham mais de 45 horas por semana estão mais propensos a morrer de doenças cardíacas do que aqueles que estão dentro do peso ideal. Pelo menos essa é a conclusão de uma pesquisa realizada na Dinamarca e publicada nesta terça-feira na revista especializada Heart.
Durante a pesquisa, foram analisados 5.000 dinamarqueses entre 40 e 59 anos. Aqueles que trabalhavam entre 41 e 45 horas semanais apresentaram 60% mais chances de morrer de doenças cardíacas. 
O efeito foi ainda mais devastador quando os pesquisadores analisam a condição física dos entrevistados. Os que estavam acima do peso e trabalhavam mais de 40 horas apresentaram duas vezes mais chances de morrer. 
De acordo com os coordenadores da pesquisa, os homens em forma lidam melhor com uma longa jornada de trabalho. “A conclusão do nosso estudo sugere que aqueles que trabalham muito devem sempre estar em forma”, afirmou Andreas Holtermann, do National Research Centre for the Working Environment. Segundo ele, o exercício físico pode ser um bom aliado. 

27 de jul. de 2010

Saiba o que é celulite?



A celulite é um pesadelo e uma reclamação de quase 100% das mulheres. O fato é que os furinhos incomodam sim e fazem muita gente deixam de vestir aquele shortinho ou, o pior, pode até causar dores terríveis.
Além disso, o problema não escolhe uma idade para aparecer, afetando desde pré-adolescentes à idosas. "Com a idade e a vinda dos hormônios há a transformação do corpo da menina para mulher com uma nova distribuição de gordura e aí pode começar a aparecer a celulite. Com a menopausa e diminuição dos estrógenos há o aumento da flacidez cutânea e piora do aspecto da pele e o que parece ser um agravamento da celulite é um aumento da flacidez", diz a dermatologista Solange Pistori Texeira, da Unifesp.
Por ser quase um drama na vida de muita gente, o assunto gera polêmicas e mitos. Para preveni-la e tratar os furinhos já existentes, no entanto, é importante esclarecer essas dúvidas e saber que medidas tomar. Faça o quiz e veja se você não está se enganando sobre a celulite:

1) O que é a celulite?
a)É o acúmulo de gordura, água e toxinas nas células.
b)É uma inflamação do tecido adiposo.

2) Qual é a causa principal da celulite?
a)Um inchaço do tecido adiposo.
b)Alterações no tecido gorduroso sob a pele, além de alterações na microcirculação.

3) Que fatores secundários estão por trás da celulite?
a)Estresse e histórico de pressão alta.
b)Hereditariedade, alterações hormonais e enzimáticas.

4) A celulite está ligada à obesidade?
a)Sim, pois só ocorre por causa do acúmulo de gorduras.
b)Não, há pessoas bem magras com o problema.

5) Na sua pior forma, que sintomas a celulite pode causar?
a)Nódulos doloridos.
b)Entupimentos dos vasos sanguíneos e até trombose.

6) Quem não está acima do peso, mas quer combater a celulite, que alimentos deve ingerir?
a)Alimentos pouco calóricos.
b)Alimentos com pouco sódio.

7) Quais os melhores esportes para combater a celulite?
a)Esportes com muito alongamento e que estimulem a circulação: natação, bicicleta e alongamento.
b)Exercícios que fortaleçam a musculatura das pernas, como musculação e step.

8) Por que mulheres têm mais celulite do que os homens?
a)Por causa de diferenças musculares.
b)Por causa de diferenças hormonais.

9) Roupas apertadas ajudam a combater a celulite?
a)Sim, pois a compressão atua como uma massagem.
b)Não, pois pode prejudicar a circulação.

10) A massagem para combater a celulite deve ser feita como?
a)Com movimentos circulares de cima para baixo nas áreas afetadas.
b)Com movimento
Por Ana Maria Madeira
Respostas: 1)a-2)b-3)b-4)b-5)a-6)b-7)a-8)b-9)b-10)b

8 de dez. de 2009

OBESAS TÊM 10 VEZES CHANCES DE SOFRER ATAQUES CARDIÁCOS DO QUE HOMENS



Um estudo realizado pela Secretaria de Estado de Saúde de São Paulo afirmou que mulheres obesas e hipertensas têm dez vezes mais chances de sofrer ataques cardíacos do que homens nas mesmas condições. A pesquisa, desenvolvida no hospital estadual Dante Pazzanese, ainda apontou que tanto homens quanto mulheres fora de peso correm nove vezes mais chances de terem um evento cardiovascular do que os pré-obesos. Os pacientes hipertensos também estão predispostos a complicações cardíacas.

O levantamento acompanhou 1.304 pessoas, 450 homens e 854 mulheres, e analisou a bioestatística dos pacientes por meio de cálculos matemáticos, resolvidos por um computador. A avaliação, no início do tratamento, incluiu peso, estatura e circunferência abdominal, além da análise dos fatores de risco cardiovascular, como colesterol e hipertensão.

De acordo com o médico nutrólogo Daniel Magnoni, envolvido na pesquisa, "esse estudo reflete que a alimentação inadequada desses pacientes, rica em açúcares, gordura e sódio, pode ser a fonte primária para a elevação do risco cardiovascular, causando obesidade e hipertensão; por isso a mudança dos hábitos alimentares é fundamental para a prevenção desses problemas”.